321/365 COM AMOR, VAN GOGH

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Com Amor, Van Gogh é uma beleza só.

É uma animação absurdamente bem feita, realizada por mais de 100 animadores do mundo inteiro com base em todas as fases do pintor holandês.

O filme conta a história de Armand, um jovem que enviou uma carta para Theo, irmão de Vincent e que voltou ao destinatário. Ele então resolve ir a Arles e entregar a carta em mãos e descobre que o irmão do pintor também está morto.

As cartas trocadas por Van Gogh e seu irmão Theo são famosas, com livros e livros publicados a respeito e uma forma obrigatória para conhecer mais do pintor, já que com seu irmão e amigo e confidente ele abria seu coração e por lá contava tudo.

Os diretores usaram o mesmo recurso epistolar como ponto de partida e se deram muito bem.

Aos poucos ele vai se interessando pelas histórias dos dois holandeses que mudaram a vida da pacata cidade francesa e que, por isso mesmo, eram conhecidos por todos por lá.

Assim, o francês começa sem querer uma investigação sobre a morte de Van Gogh, já que as histórias contadas, o suicídio, o tiro que ele mesmo deu na barriga, nada se encaixa.

Finalmente um filme que não uma biografia do pintor, das histórias que todos conhecemos, sobre a vida frustrada, a tal da loucura, a vida na França, o começo tardio como pintor, o amor que ele tem pelo irmão Theo, tudo isso sabemos.

E eles nos mostram de novo no filme, só que pelo ponto de vista dos que com ele viveram em Arles.

E Armand, o francês que não conheceu o pintor mas que o admirava de longe, vai cada vez mais admirando o artista e cada vez mais quer saber o que aconteceu de verdade.

E o grande charme do filme: as fases das pinceladas de Van Gogh contam a sua história cronológica.

E por isso nós vamos entendendo mais e mais sobre o talento e a vida do gênio holandês.

 

Menos uma cinebiografia e mais um thriller, Com Amor, Van Gogh é um dos ótimos filmes do ano.

Sério.

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