Columbus me lembrou muito uns filmes cult dos anos 70, 80, quando também eram conhecidos como filmes cabeça.
Uma época que Woody Allen fazia filme bom, quando era comédia boa e também quando ele flertou com o cinema profundo de Ingmar Bergman.
Na verdade Columbus parece muito um filme de Woody Allen, só que sem nenhum humor.
Columbus é um filme neto do Woody Allen, filho do Alexander Payne, com todo o cabecismo desses 2 últimos.
Columbus é uma cidade no meio do nada americano com uma particularidade: muitos e muitos edifícios modernistas, o que dá uma pequena fama à cidade.
Quando um famoso arquiteto coreano vai fazer uma palestra em Columbus e passa mal, seu filho acaba preso por lá enquanto seu pai não melhora.
Por acaso ele acaba conhecendo uma garota que trabalha na biblioteca de Columbus e vive para esses prédios famosos, em princípio com um texto de guia turística, achando que tá arrasando sabendo de detalhes dos prédios.
Só que quando os 2 se encontram e conversam do nada, as coisas passam a ter um significado completamente diferente.
O filme é basicamente isso, o filho do cara e a bibliotecária conversando sobre prédios em princípio só que aos poucos vão falando da vida e de não conquistas e preguiças e desilusões, cada um em seu quadrado, sendo bem ignorante.
Ela como uma menina que acabou de asir da escola e não quer ir para a universidade como suas amigas.
E ele como o filho de um cara super famoso que torce para que seu pai não melhore, por motivos bem egoístas.
Um acaba ajudando o outro da forma mais estranha possível, usando a arquitetura e a paisagem modernista como pano de fundo dessa jornada filosófica.
O roteiro do filme parece que foi feito com essa pegada de guia turístico como uma metáfora para uma jornada mais profunda.
E o pior é que acaba funcionando.
E bem.
