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330/365 COLUMBUS

Columbus me lembrou muito uns filmes cult dos anos 70, 80, quando também eram conhecidos como filmes cabeça.

Uma época que Woody Allen fazia filme bom, quando era comédia boa e também quando ele flertou com o cinema profundo de Ingmar Bergman.

Na verdade Columbus parece muito um filme de Woody Allen, só que sem nenhum humor.

Columbus é um filme neto do Woody Allen, filho do Alexander Payne, com todo o cabecismo desses 2 últimos.

Columbus é uma cidade no meio do nada americano com uma particularidade: muitos e muitos edifícios modernistas, o que dá uma pequena fama à cidade.

Quando um famoso arquiteto coreano vai fazer uma palestra em Columbus e passa mal, seu filho acaba preso por lá enquanto seu pai não melhora.

Por acaso ele acaba conhecendo uma garota que trabalha na biblioteca de Columbus e vive para esses prédios famosos, em princípio com um texto de guia turística, achando que tá arrasando sabendo de detalhes dos prédios.

Só que quando os 2 se encontram e conversam do nada, as coisas passam a ter um significado completamente diferente.

O filme é basicamente isso, o filho do cara e a bibliotecária conversando sobre prédios em princípio só que aos poucos vão falando da vida e de não conquistas e preguiças e desilusões, cada um em seu quadrado, sendo bem ignorante.

Ela como uma menina que acabou de asir da escola e não quer ir para a universidade como suas amigas.

E ele como o filho de um cara super famoso que torce para que seu pai não melhore, por motivos bem egoístas.

Um acaba ajudando o outro da forma mais estranha possível, usando a arquitetura e a paisagem modernista como pano de fundo dessa jornada filosófica.

O roteiro do filme parece que foi feito com essa pegada de guia turístico como uma metáfora para uma jornada mais profunda.

E o pior é que acaba funcionando.

E bem.

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