Site icon Já Viu?

337/365 BARRACUDA

Sabe aquelas velas que a gente compra que vão queimando bem devagarinho, mas bem devagar mesmo e a gente fica só observando porque ela, sei lá, solta um perfume interessante aos poucos.

E quando ela chega ao fim, de dentro de toda a cera que foi sumindo aparece uma surpresa inesperada e ótima e mais interessante do que a gente poderia ter imaginado que apareceria quando compramos a vela.

Assim é Barracuda, um filme que em princípio parece mais um só que aos poucos foi me conquistando e mostrando ao que veio e no final eu estava de queixo caído com o que vi.

O filme é daqueles sobre visitas inesperadas de gente que a gente nem sabia que existia.

Em Austin, no Texas, uma mulher um dia chega em casa com seu marido para encontrar em seu jardim uma meia irmã que ela nem sabia que existia.

Elas duas são filhas de um músico bem famoso, não só pela sua música, mas também por toda as histórias e lendas que deixou depois que morreu.

Uma é americana e a outra inglesa.

Uma leva uma vida frugal, casada e a outra é uma andarilha, uma musicista bem talentosa, como o pai e com espírito livre e aventureiro.

O que seria só uma visita de apresentação acaba se transformando em dias e dias de convivência e aos poucos as irmãs vão tentando encontrar similaridades  e pontos em comum, além do pai morto.

E aos poucos uma vai influenciando mais na vida da outra do que elas poderiam imaginar, já que nada é por acaso e tudo tem suas consequências.

O filme é bom, o roteiro é bom, mas a grande coisa do filme é o show que as duas atrizes que fazem as duas irmãs dão.

Allison Tolman e Sophie Reid se transformam, à medida que o filme vai se desenvolvendo, em duas monstras gigantescas que se tivessem que ler uma lista de compras nos emocionariam como fazem em sequências inesperadas como um banho de lago no meio do nada ou uma degustação de comida para o casamento de uma delas, cenas triviais que viram showzinhos.

Todos os méritos, claro, além das atrizes, vão para a dupla de diretores, Julia Halperin e Jason Cortlund.

Que venham mais filmes deles.

 

Exit mobile version