340/365 A FESTA

Sally Potter, a diretora e roteirista de A Festa, é uma das grandes personalidades do cinema inglês.

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Ela escreve (bem), dirige (às vezes bem) e faz mais um monte de coisas.

Eu sempre aposto nela e geralmente erro, mas esse A Festa é um tiro certo na mosca.

O filme conta a história de uma mulher (Kristen Scott Thomas, arrasando) que está preparando um jantar em casa só para amigos íntimos, para comemorar sua indicação a um Ministério, o grande gol de sua vida profissional.

Ao seu lado está seu fiel marido (Timothy Spall, que só melhora a cada filme) que parece meio alheio à tudo, vivendo em um mundo particular, ouvindo músicas em seu toca discos e quase ignorando a movimentação à sua volta.

Logo chega o primeiro casal com a melhor amiga da Ministra (Patricia Clarkson, uma das minhas preferidas atualmente, com sua voz aveludada e profunda) e seu marido hippie véio (o grande Bruno Ganz, que saudade estava dele) de quem, ela deixa bem claro, está se separando e este será o último evento público do casal.

Mais gente chega, uns tensos, uns grávidos, uns bicudos e a Ministra tenta se esquivar de uns telefonemas bem íntimos que vem recebendo e que ninguém pode perceber que eles existem.

O que era pra ser um jantar de comemoração acaba sendo um jantar de notícias novidadeiras como a separação do casal, a gravidez de uma, a nóia de cocaína de outro e assim por diante até que mais coisas acontecem quando menos esperamos.

O filme inteiro se passa na casa da ministra, na cozinha, na sala, no jardim e no banheiro e de tão bom que é, parece que gastaram rios de dinheiro com cenários e locações.

Claro que o roteiro é bom, o filme é bem dirigido mas um elenco de 7 atores com esses que já citei e mais Cillian Murphy, Cherry Jones e Emily Mortimer só pode dar muito certo.

Drama, comédia, melodrama e uma pitadinha até de suspense fazem dessa festa em preto branco e muitos cinzas, uma das boas de 2017.

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