Melhores séries de TV de 2017.

4o1Jvuur : tá bom, todo mundo já sabe que é demais, ganhou uma caralhada de prêmios e tudo mais. Mas o bom dessa série é levar a distopia, o tapa na cara sem luva de pelica pra galera. A história de um futuro próximo fudido e zuado onde a mulher não tem vez e a sociedade vive em função da religião não é mais tão fantasia assim. Os evangélicos ignorantes e ricos, os muçulmanos extremistas do ISIS, os fundamentalistas neo nazistas americanos, tudo isso é realidade no nosso dia a dia. Handmaid’s Tale mostra o que provavelmente vai acontecer a hora que esses caras tiverem o poder grande nas mãos. De dar medo.

Black-ish_intertitle.png, dearwhitepeople.jpeg e 9bdd2e36cf7f014a6c8515a81df6e15e83b35935: 2017 foi o ano das séries escritas, produzidas e protagonizadas por negros. Blackish virou uma pequena crítica a uma família negra com muito dinheiro, vivendo a vida “dos brancos” numa plataforma animal de lição de casa de cidadania e de viver bem. DWPeople mostra o quanto a juventude politizada faz diferença e que precisamos de mais e mais desse povo com ideias não só na cabeça, mas sendo colocadas em prática. E Chewing Gum é a melhor comédia inglesa dos últimos 2 anos onde a DIVA Michaela Coel faz o que quer como a locona virgem mas fissurada por sexo da periferia de Londres que sabe o que quer: trepar.

shme e P17-20874-ADV01_SMILF_PRreleaseAd_Eyebrow_HiRes-e1507988629888.jpg: o white trash americano, o povo da periferia pobre pacaraio mesmo. Shameless já na sétima temporada só melhora mostrando o que uma família fudida e perdida faz para sobreviver. E SMILF é a “single mom i’d like to fuck”, a mãe solteira com quem eu transaria, a mãe solteira cagada que se fode muito mas que tenta. Estreou há pouco, mas vejo carreira longa.

bett.jpg e mom.jpg: se você não assistem, corra agora e vá ver. Melhor comédia, muito mas muito bem escrita, sobre uma atriz mirim de Hollywood que cresceu, é mãe de 3 filhas adolescentes, tem uns jobs de vez em quando, tenta arrumar namorado mas ninguém é bom o suficiente, tem uma mãe mala, um ex marido ausente, vizinhos ótimos e filhas chatas. Mas ela é a melhor personagem de todas. Escrita, dirigida e estrelada pela geniazinha Pamela Adlon. A série foi co-criada pelo predador Louis CK mas parece que ele já foi saído fora da próxima temporada. Mom é a comédia mais punk de todas, sobre uma mãe e uma filha totalmente loosers que são ex viciadas em drogas e bebidas e com as vidas pregressas mais suspeitas de todas. Só que agora elas estão em rehab, com um grupo de mulheres bem “brancaleone” e apesar disso, suas vidas continuam bem peculiares. Estrelada pelas fodaças Ana Farris e Allison Janney.

theexorcistposter.jpg: melhor terror da tv dos últimos 2 anos. Parem de ver essa idiotice que virou TWD e veja os demônios quebrando tudo no Exorcista. Roteiros ótimos que crescem e crescem e explodem em medo. Demais.

This-Is-Us-e1484955773834: melhor drama da tv americana ponto. Duvido você não derramar uma lagriminha em todo episódio. Aliás, o primeiro episódio da primeira temporada deveria ter um curso universitário de 3 anos só para ele. E que elenco!

twin-peaks-season-3-poster.jpg: melhor filme de 20 horas dividido em episódios que você respeita. E muito. É o David Lynch fazendo o que faz melhor: deixar todo mundo de boca aberta, sem entender nada até que ele resolve ser bonzinho e explicar tudo. Ao seu modo.

gallery-1490789335-american-gods-characterart-shadowmoon-amazon.jpg: finalmente uma adaptação linda e boa e bem escrita de uma obra linda e boa e bem escrita do gênio Neil Gaiman. Fantasia e terror nos dias de hoje onde deuses americanos antigos estão a ponto de começar uma guerra com os novos deuses americanos. É linda demais.

poster-speechless-season-2-2017, MV5BMTU0Nzk2MDE2MV5BMl5BanBnXkFtZTgwMzg0MzI3MzI@._V1_UX182_CR0,0,182,268_AL_, 2016-0513-NBCU-Upfront-2016-TheGoodPlace-Shows-Image-1920x1080-JR, the_mick_tv_series-552866774-large.jpg: comédia americana da melhor espécie. Mundos fantásticos, o purgatório, uma família rica que perdeu tudo, uma família pobre que vive em função do filho com paralisia cerebral, um médico autista genial tipo Dr House, tem de tudo, sempre com muita sutileza ao mesmo tempo que mete os 2 pés no peito do espectador.

MV5BMTUzNjQ2MTY5NV5BMl5BanBnXkFtZTgwOTAzNTQxNDM@._V1_UX182_CR0,0,182,268_AL_: pra finalizar, a melhor de todas. Primeira série alemã produzida pela Netflix. Uma absurdo de doideira. A série se passa em 2019, 1986, 1953 e em 2045, tudo ao mesmo tempo agora. Imagine um thriller filhote de Donnie Darko com Twin Peaks. Numa cidadezinha no meio do nada alemão, aos pés de uma usina atômica, crianças e adolescentes somem só que por causa de buracos de minhoca e portais do tempo e viagens temporais, esses sumiços não são exatamente sumiços, mas deslocamentos, por assim dizer. É bem fotografada, é bem escrita, é complicada, tem muito personagem, todos eles quando crianças, adultos e velhos, você se perde muitas vezes mas aos poucos vai se acostumando, já que o elenco é muito bem escolhido. E a trilha, ah a trilha: pesada, densa, barulhenta, atrapalha algumas vezes os diálogos mas a barulheira é quase um personagem principal da série. Dizem que os personagens não tem histórias, são superficiais, mas é uma bobagem, o povo não tem paciência, não presta atenção, é tudo muito bem escrito e intrincado. São 10 episódios e quero mais 10 e mais 10.

ru.jpg e Screen Shot 2017-12-06 at 17.11.42.png: Ru Paul’s Drag Race é demais, inovadora, criou, inventou, quebrou tudo mas ficou meio chata, concorda? Ru Paul cresceu, ficou milionária, saiu de um canal pequeno e foi pro cabo gigante mas não se reinventou, depois de 13 temporadas, acho. Se as temporadas do ano que vem não foram as mais fodas de todas, sei não. Filhote de Drag Race, o reality de competição mais débil mental de todos é Dragula. Imagina uma Drag Race mas ao invés de escolher a mais fierce, a mais tuuudo, a mais linda, os Boulet Brothers escolhem a drag mais feia, mais monstra, mais tosca, mais podre. Sim sim e sim. É uma competição de drag monster, tudo o que gostamos em drag, na verdade. Tá, eu gosto da Tatiana, das lindas, das femininas, mas assista Dragula. Pra se ter ideia, em um episódio da segunda temporada, a prova de eliminação não é um lip sync for your life, 3 drags passam pelas mãos de um body piercer que fica enfiando agulhas nelas, pequenas e maiores e gigantes e sobrevive a que aguentar mais. Ou em outro episódio, vence a eliminação quem fizer a tatuagem mais bizarra. Acorda aí, Ru Paul.

nobel e sub.jpg: valeu Netflix por trazer essas séries européias pros trópicos. Suburra é baseada em um filme do mesmo nome e é quase tão boa. Violenta pra caralho, se passa em Roma nos dias de hoje onde a máfia do Sul quer tomar o poder do submundo e pra isso chega até no Vaticano. Ciganos, pobres, ricos, gays, imigrantes, todo mundo junto se fudendo e sendo corrupto ao mesmo tempo. Já Nobel é uma série noruegueas tão boa que deixa as últimas temporadas de Homeland no chinelo. O exército norueguês bem ativo no Afeganistão, pelos olhos de alguns oficiais que não sabem o quanto estão sendo manipulados e usados da pior forma possível. Sim, Pense em Homeland das 2 primeiras temporadas.

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