Agnieszka Holland é uma diretora de quem eu sempre tiive mais curiosidade do que admiração.

Ela já fez um monte de filme ok e outro monte de filme porcaria, inclusive Eclipse Total, o filme-erro sobre o amor de Rimbaud e Verlaine com um Leonardo Di Caprio até que ok como meu ídolo da vida.
Rastros, o mais recente filme da diretora polonesa é um desses filmes erros dela.
A ideia é boa, a intenção é louvável, mas o filme não se segura até o final.
No interior da Polônia, uma mulher solitária, quase idosa, aposentada e atualmente uma astróloga e vegetariana convicta, num dia de inverno poderoso, encontra o corpo de um vizinho morto de forma bem violenta.
Ela chama a polícia e diz que acredita que ele foi morto por animais selvagens das redondezas.
Claro que a polícia não dá muita bola para a velha radical e chata.
Mas aos poucos, outras pessoas importantes da cidade vão aparecendo mortas de formas tão violentas quanto o primeiro encontrado.
E todas essas pessoas tem um pormenor em comum: todas elas fazem parte de um grupo de caçadores de animais.
A polícia então acaba achando que quem está matando os predadores humanos é a própria velha. E ela não tem como se explicar de quando e onde estava nos momentos das mortes e ela acaba sendo a principal suspeita.
Mas esse thriller congelante mostra não ser exatamente o que o espectador acha que está vendo e que pra mim acabou parecendo mais um melodrama do que qualquer outra coisa.
E eu sinceramente não entendi direito o roteiro do filme.
Por horas eu achava que estava vendo um desses filmes surreais que tanto estão em voga, mas não, o roteiro que é meio confuso mesmo.
A direção de Agnieska é competente mas não o suficiente pra tirar leite de pedra e esse Rastros acaba sendo mas estranho ruim do que estranho bom.
Apesar dos pesares, o filme é o indicado polonês a uma vaga ao Oscar de filme de língua não inglesa.
Mas duvido que seja indicado, nem mesmo pelo nome forte da diretora, que aliás, acabou de fechar contrato com a Netflix para produzir o primeiro seriado polonês para eles.


Um pensamento sobre “344/365 RASTROS”