Site icon Já Viu?

348/365 DREAM BOAT

Quer ficar deprê?

Assista Dream Boat, o documentário que está no Netflix feito em um cruzeiro gay. Pá!

Pois é, já começou errado.

O filme “se propões a mostrar a diversidade do universo gay, que é muito mais que só os grandões bombados”, nas palavras dos produtores.

Daí o que fizeram?

Mostraram personagens bem distintos, bem “diferentes”, para não dizer bem estranhos, como eles se divertem também, como eles também existem, como eles também usam jockstraps e asas de anjos e também tem problemas para sair do armário, como também tem problemas de relacionamentos.

Como se a gente não soubesse disso tudo, ou esses idiotas desse filme acham que todo mundo só acha que as barbies existem no “universo gay” e só elas sofrem e tudo mais.

De verdade que eu não entendi o propósito desse filme.

Ou assim espero não ter entendido.

Porque se eu entendi é o filme mais segregacionista e preconceituoso do ano.

Parece que o filme foi feito por um bando de bichas ricas e lindas para mostrar que elas são tão bacanas que entendem que as bichinhas pobres e poc pocs existem ao seu redor, como se eles fossem o sol de uma galáxia de muitos tipos de planetas menores e quase insignificantes.

Insignificantes sim, como na sequência onde um desses personagens, um oriental gordinho, dança numa pool party no navio de jockstrap, em meio a grandões barbados e carecas e leather men se pegando, se beijando, e ele sozinho lá no meio, com uma locução off dizendo que ele tentou emagrecer pra ir para o navio e não conseguiu, mas que mesmo assim ele tinha esperança de encontrar o amor em alto mar.

Really, queen?

Ia falar mais mas só aconselho a pularem o filme com prazer.

Exit mobile version