Uma das surpresas boas do ano, The Nile Hilton Incident é um filme egípcio que só pra começar, ganhou o prêmio de World Cinema em Sundance esse ano.
O filme não é nenhuma obra prima, mas é um thriller/noir bem bacana com uma história de mocinhas lindas e enigmáticas, poderosos sendo chantageados e mandando matar, chantageadores pilantras e policiais corruptos.
Brasil? Não, mas poderia ser facilmente.
A história é focada em um delegado de polícia que já nas primeiras cenas diz a que veio, passando com seu companheiro de carro pelas ruas de Cairo recolhendo a propina semanal dos comerciantes em seu caminho.
Logo depois ele é o encarregado de um crime ocorrido em um hotel de luxo onde uma cantora/acompanhante é assassinada cruelmente e um político poderoso é o principal suspeito.
O delegado quando chega no hotel, antes de olhar o cadáver, já vai para a bolsa dela e pega todo o dinheiro que estava em sua carteira.
O diretor deixa claro o tempo inteiro que a polícia egípcia é sim corrupta e baixa, chantageia o senador e pega migalhas do comerciante pobre.
O problema é que quando o senador poderoso se sente ameaçado demais, não se faz de rogado e manda matar todo mundo que possa atrapalhar sua vida mesmo.
Mas o mais legal do filme não é o roteiro bom da história interessante, mas sim o roteiro bom ter sido escrito com um sub plot maravilhoso: a revolta popular que ocorreu no Egito em 2011 e que finalizaram com a queda do presidente (e chefão de toda a corrupção endêmica) Mubarak.
Outra pérola do filme é o ator principal, o mais que ótimo Fares Fares, que já arrasou como eu disse em Conspiração de Fé e que continua quebrando tudo aqui.
