Duas certezas que temos com um filme do Todd Haynes: vai ter a Julianne Moore e o filme vai ser pelo menos ótimo.

Sem Fôlego (título horroroso) é desses: é bem lindinho e tem a Julianne Moore (nem preciso dizer que ótima, né) e a Michelle Williams irreconhecível de lambuja.
O filme se passa em 2 momentos diferentes, em 1927 e 50 anos depois, em 1977, onde 2 crianças meio que passam por situações bem parecidas nos mesmos lugares, ambos à procura de seus pais.
Eu, donniedarkeiro que sou, já estava esperando uma viagem no tempo, um buraco da minhoca, um portal onde os 2 se encontrariam quando tocassem a mesma estátua no mesmo museu, mas não, Haynes é um desses humanistas que não cairiam nesse truque barato (e isso foi um auto xoxo).
O único problema do filme é ser um pouco longo demais e a reviravolta demora um pouco a acontecer.
Mas quando acontece, ah que delícia.
Sem Fôlego era nada do que eu esperaria do diretor de Carol e isso também me deixou feliz. Haynes filma o que quer, como quer, quando quer.
Prova de ser um belo de um autor de cinema.
Nota: 🎬🎬🎬1/2

