11/365 GLORY

Um dos filmes mais legais e instigantes que assisti recentemente é esse búlgaro Glory.

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O filme é uma mistura estranha de um filme americano dos anos 50, de gente simples em sua via simples só que parece que foi feito por um diretor europeu como o Michael Haneke.

Como o próprio Haneke faz mesmo esse tipo de filme, com essa mesma referência longínqua, seus diretores Kristina Grozeva e Petar Valchanov com certeza rezam da mesma cartilha do diretor austríaco, ou dos belgas Irmãos Dardenne.

Glory é a marca do relógio muito caro ao limpador de trilho de trem que trabalhando um dia, descobre uma mala de dinheiro perdida no meio do nada. E como ele é praticamente um ermitão, um homem solitário e calado e bem atípico, ele resolve chamar a polícia e não fica com o dinheiro para si.

Em um país como a Bulgária, onde se passa o filme, país praticamente do terceiro mundo, pobre e afundado em corrupção, o homem se torna um herói local.

Por um certo acaso, a mesma cia de trem onde ele trabalha está afundada em casos conhecidos de corrupção e o chefe burocrata usa o fato heróico como uma forma de redenção própria.

Na festa, ele dá de presente um relógio novo ao homem, ao que antes seus funcionários tiram o relógio velho e carcomido que ele usava no pulso. E somem com o relógio.

Só que o Glory era a única herança que ele recebeu de seu pai já falecido e ele quer porque quer ter seu relógio de volta.

O que acontece daí pra frente é uma espiral de acontecimentos que só poderiam acontecer em um país como esse, onde um tenta enganar o outro que tenta enganar o outro que vai e descobre uma coisa e chantageia e a situaçnao vai saindo totalmente do controle até que alguma tragédia aconteça.

Um país inclusive como o Brasil, já que tudo que vemos na história é tão familiar para um brasileiro que o filme parece ter sido feito em algum rincão do nosso país.

Nota 🎬🎬🎬🎬

(opção para ver o filme)

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