E já temos a maior oportunidade de filmaço perdida do ano.
The Strange Ones parecia ser bem estranho, no melhor sentido.
Começa muito bem com dois “irmãos” viajando de carro por estradas e mais estradas cada vez mais para o interior sem sabermos para onde, já que o que eles falam é bem superficial.
A relação dos dois é bem estranha, muito íntima mas não necessariamente com uma intimidade de irmãos.
Um é mais velho, já adulto, com seus 20 e tantos anos, vivido pelo heartrob Alex Pettyfer em seu auge.
O outro é um adolescente típico, chato, opinativo e mal humorado.
Eles precisam chegar a uma casa no meio da floresta porque parecem estar fugindo de alguém ou de algo e lá vão se esconder.
Pelo menos é o que parece.
Só que a medida que o filme vai se desenvolvendo, suas estradas não levam a lugar nenhum.
O filme passa, a relação dos 2 vai ficando mais estranha, eles dormem juntos em hotéis baratos e os flashbacks começam e eu queria que não tivessem começado.
As poucas explicações para o tanto que gostaríamos de entender são bestas demais.
Algumas desculpas são dadas, algumas revelações nos são contadas e mesmo assim eu fiquei com a sensação de não ter entendido nada.
Ou pior, se eu entendi, que bosta de filme.
Tem a casa na floresta, tem a bunda do Pettyfer, tem tiros vindos não se sabe de onde, tem um campo de trabalho infantil, tem meninos com os mesmos nomes, tem flashback perdido, tem quase sexo, tem insinuação de sexo e não tem nada.
A sensação que eu tenho é que os diretores se perderam na ilha de edição e resolveram então fazer um filme “artsy” meio europeu quase sobrenatural ou fantástico ou surreal e erraram em todas as alternativas anteriores.
O que é uma pena porque ao que parecia no início, os estranhos eram na verdade um casal de um pedófilo e um adolescente muito do mal.
Só que não.
Nota 🎬🎬
