A noite passada, assistindo The Last Five Years, esse presente que nos foi proporcionado pela HBO, cheguei à conclusão que a quantidade insana de água que eu tomo todo dia de vez em quando me faz um favor enorme porque o que eu chorei, pelamordedeus.
David Bowie – The Last Five Years é um documentário sobre os últimos 5 anos de Deus na Terra, ou melhor, um documentário sobre sua obra lançada em seus últimos 5 anos de vida, os álbuns “The Next Day” (2013) e “Blackstar” (2016) e o musical da Broadway “Lazarus”.
Com muito áudio e vídeo inédito de Bowie dessa época, mas também de outros momentos de sua vida, o filme conta principalmente com os músicos que gravaram os dois álbuns e usa como fio condutor seu amigo e produtor de sempre Tony Visconti.
E para falar de Lazarus, seu sonho de vida, o filme mostra produtor, diretor, elenco, todos contando como foi trabalhar no requiem de Bowie.
Ver alguém falar como conseguiu transformar “Heroes”, o hino de empoderamento de Bowie em uma canção triste, ou como ele gravava depois de ouvir os músicos tocando por horas, ou como ele ligava para as pessoas pedindo “favores” e as pessoas ficavam constrangidas dizendo que o favor era ele quem fazia de querer trabalhar com essas pessoas.
Nesses momentos a gente vê que Bowie era um cara normal, claro que não gente como a gente, mas um cara que quando chegava no prédio de uma colaboradora o porteiro não lembrava o nome dele ao anunciar e perguntava de novo.
Mas o mais foda é perceber a mortalidade de David Bowie através dos olhos de quem convivia com ele, já que até hoje eu tenho que pensar 2 vezes antes de perceber que ele já se foi mesmo.
Eu sinceramente nem sei mais o que falar do filme, só que é obrigatório, principalmente por ter entrevistas com muita gente que foi colaborador de longa data de Bowie e que nos dá detalhes e mais detalhes sobre a vida desse cara que mudou a cara do mundo.
Sim, sem exagero.
Nota: 🎬🎬🎬🎬1/2
