34/365 PEQUENA GRANDE VIDA

Eu tinha jurado pra mim mesmo que nunca mais veria um filme do Alexander Payne mas cá estou, mestre em quebrar promessas. E em quebrar a cara.

Pequena Grande Vida é um título muito mais apropriado pra porcaria que é Downsizing, um título até com um sentido duplo besta que não cabe mesmo nesse aqui.

O filme começa muito bem, com uma vibe de filme de ficção científica dos anos 50’s e 60’s e de série de tv americana do fim dos anos 60s.

Um cientista norueguês cria uma injeção que diminui de tamanho seres vivos.

Uma pessoa de 1,80m ficaria com menos que 6cm de altura depois da injeção.

E o melhor, ela não tem quase nenhum efeito colateral.

E isso significa a salvação do planeta, claro.

Imagina diminuir o consumo total e a produção de lixo, por exemplo, se todos tivéssemos 6 cm de altura.

Pra ficar mini é só querer, preencher uns requisitos, não ter umas poucas doenças e pronto.

E tudo na sua vida é proporcional.

O dinheiro gasto é proporcional, então, dependendo de quanto você tiver, você vira um milionário na vida mini.

Assim sendo, o insosso Matt Damon faz um cara bem looser, que não deu certo na vida por escolhas que teve que fazer meio q contra gosto.

E quando ele faz as contas, descobre que sua vida e de sua esposa, vivida pela insossa Kristen Wiig, pode ser maravilhosa do lado de lá.

Ou de baixo.

Bom, as coisas não saem exatamente como esperadas e até aqui o filme é bem interessante mesmo.

Só que daqui pra frente, senhor de misericórdia, que patifaria.

O filme vira quase que uma cartilha de auto ajuda de diretor politicamente correto e filosoficamente sem graça.

Como todo filme do Payne.

Uma coisa que tenho que elogiar é o elenco, bem bom mesmo.

E nessa segunda parte ruim do filme, o que salva um pouco é Hong Chau, a atriz tailandesa que tinha aparecido em Inherent Vice mas que aqui rouba a cena mesmo.

Se você gosta de filminho bonitinho (ops, desculpe) com mensagem de paz e amor, essa porcaria é pra você.

Senão, pule para o próximo.

NOTA 🎬🎬

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