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45/365 KIKI

Vamos começar do começo: Kiki não é o novo Paris Is Bruning.

E isso é ótimo.

Kiki é mais do que um documentário sobre a cena ballroom de NY, Kiki é quase um documento sobre um estilo de vida, sobre a vida com estilo desses negros e latinos gays que vivem à margem da margem da sociedade.

Filmado durante 4 anos, Kiki teve como objetivo mostrar a vida dos, digamos, netos dos ícones que estrelaram o filme de quase 30 anos atrás e acabou se transformando num libelo sobre a vida desses poetas da dança, desses guerreiros que usam o ballroom como arma de resistência, de panfleto até e que a partir da música e da dança mostram ao mundo porque estão lá e que sim, estão lá.

O filme segue de perto as vidas de Twiggy Pucci Garçon e de Gia Marie Love principalmente e mostra o quanto a vida dessas pessoas, 30 anos depois, continua acontecendo como se quase nada tivesse evoluído.

Se o filme contasse que Twiggy e Gia e suas amigas vivessem nos anos 1980’s ou 1970’s eu não duvidaria.

Aceitação, visibilidade, luta, força, nada disso parece ser o suficiente fora do “gueto” , o que me deixou muito chocado.

Se as divas Pepper LaBeija, Will Ninja, Dorian Corey, Octavia StLaurent pavimentaram um caminho com sangue suor e muita lágrima, esse caminho parece que precisa de muito mais disso, principalmente num mundo como o que vivemos onde neo nazistas precisam apanhar na cara para pararem de falar.

Kiki é obrigatório para quem se interessa pela cultura queer, pela vida gay e pelo mundo underground de verdade, já que hoje em dia essa palavra quase que já virou sinônimo do que não é.

NOTA 🎬🎬🎬🎬

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