Sim, eu assisti ao segundo filme com o Nicolas Cage menos em menos de 6 meses de diferença entre um e outro e minha cabeça não explodiu.
Quer dizer, meio que explodiu.
Que porcaria esse Looking Glass.
E eu cheguei a uma conclusão sobre mister Nic Cage: o cara tá cansado.
Fico pensando que ele virou meio que um Moacir Franco, meio Raul Gil, meio Rita Cadilac, um cara que foi muito famoso e ganhou muito dinheiro e até Oscar (no caso dele só) mas que na verdade ele nunca foi relevante, foi só famoso por nada mesmo.
E ele chegou numa fase da vida que ele tá cagando e fazendo o que aparece na frente dele.
Meio Mickey Rourke.
Depois do filme que ele tentava matar os filhos, do anos passado, agora ele fez esse Looking Glass, um thriller tão ruim mas tão ruim que eu só assisti até o final pra escrever essa resenha.
Nic é um cara casado, que acabou de perder sua filha pequena (e entrar num trauma, que vamos descobrindo ao passar do filme), que junto com sua mulher compra um motel de beira de estrada nas cercanias de Las Vegas.
Só que o cara que vende pra ele some, o motel tem só uns 2 clientes regulares e um monte de problemas.
Só que um dia andando pelo hotel ele descobre um corredor interno com acesso aos espelhos de todos os quartos, espelhos esses que ele pode enxergar pelo outro lado.
Quando eu achava que o filme ficaria interessante, nada acontece.
Até que aparece um bicho morto na piscina com uma foto dentro.
Quando eu achava que o filme ia ficar interessante, nada acontece de novo.
O filme é um filhote bastardo e torto e errado dos filmes do Tony Scott, com a vontade de criar um clima estranho e bizarro com as personagens e a (tosca) direção de arte de fotografia e o diretor erra sempre na mosca.
Assim sendo, se esse Looking Glass aparecer pela sua frente, fuja como o diabo da cruz.
NOTA 🎬

