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56/365 MUDO

Vamos começar do começo.

Mudo é um thriller noir futurista, que se passa em Berlim lá por 2050 e que estreou na Netflix essa semana.

O filme é o projeto mais antigo e mais querido do diretor conhecido como Duncan Jones de Lunar, Contra Tempo e Warcraft mas que na verdade é o nosso velho e bom Zowie Bowie, filho mais velho de Deus David Bowie.

Zowie e David em 1974

O mudo do título é um garçom chamado Leo e vivido pelo impressionante aqui no filme, Alexander Skarsgård.

Ele é um amish americano bem grande e bobo que não mete medo em ninguém apesar de seu tamanho e que poderia falar de novo mas que por causa de sua religião e do respeito que tem pela sua mãe, escolhe passar a vida mudo mesmo.

Um bobo, como todo mundo no filme fala.

Ele se envolve com uma garçonete do clube onde trabalha, por causa dela, com um monte de gente do mal do underground barra pesada de Berlim.

E não tô falando de gente que vai no Berghain vestido de S&M, que seria bacana, mas sim dos gangsters ingleses e russos que dominam a parada toda por lá.

Leo defende sua namorada como pode no clube das mãos bobas e, mesmo repreendido por seus patrões, acaba perdendo o emprego.

Naadirah, sua namorada vivida porcamente pela desconhecida Seyneb Saleh, diz que tem segredos e coisas para contar para Leo mas ela é sequestrada antes disso.

E Leo vai atrás e um monte de coisa idiota acontece, tipo um amish bobo derrota todo tipo de gangster armado até os dentes para conseguir informações sobre a fofa.

Zowie, ops, Duncan disse que Mudo é o seu Blade Runner, que ele sempre imaginou o filme baseado no nosso preferido da vida, só que na minha opinião Mudo é um filme muito ruim e toscamente baseado esteticamente em Blade Runner.

Ele mirou em Blade Runner e acertou em O Quinto Elemento só que sem talento filosófico ou estético para nenhum dos 2.

Mudo é um pastiche que se leva a sério.

Se fosse mais divertido seria bom.

E aí está o grande problema do filme.

Mudo tem um vilão idiota que não se sustenta, vivido por um Paul Rudd bigodudo, como Cactus, um ex oficial médico do exército americano perdido em Berlim com sua filha, tentando arrumar passaporte falso para voltar para os EUA.

Assim ele é aquele médico que remenda bandidos em subsolos de prédios fétidos.

De novo, com menos humor do que deveria, porque é meio ridículo a gente acreditar que o nanico Paul Rudd é fodão, quando deixa a filha em prostíbulos enquanto vai operar um russo.

Mas pra piorar, ele tem um amigo/ajudante também ex médico do exército americano vivido pelo quase irreconhecível Justin Theroux, com uma peruca que o deixa a cara do Owen Wilson velho e feio.

Mas o que fode tudo é que Theroux é um pedófilo e quando Rudd descobre isso não faz nada, só pede pra ele não se aproximar de sua filha.

E a pedofilia do cara é bastante mostrada no filme para mostrar o que ele faz com prostitutas com cara de adolescente.

Daí já brochei total no filme, mas tinha esperanças que ele fosse pagar o preço do seu desvio de forma cruel e absurda mas…

Zowie, desculpa aí, mas encher uma Berlim de neon e telas de vídeo e chuva e gente com roupa de plástico não vai fazer um roteiro porcaria como esse ser um filme bom.

Mudo é quase um filme de criança e, para ser sincero, se tirasse o pedófilo poderia ter sido e teria mais efeito do que a porcaria sem graça que é.

Parabéns pela Netflix que pagou os olhos da cara pelo filme que não rola.

Mas é isso aí, continue comprando filmes que a gente agradece.

Uma hora vocês acertam.

NOTA 🎬🎬

 

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