Só queria saber porque eu demorei tanto pra assistir esse filme.
E queria saber também porque vocês não me avisaram que eu deveria assistí-lo.
Na verdade, eu acho que demorei tanto porque eu tinha bode do título, acho hipster demais títulos longos, tipo os nomes de bandas idiotas novas com vírgula e com animais, sabe?
Bom, ontem, depois de começar e parar de ver uns 3 outros, assisti finalmente Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo e super recomendo.
O filme é um indie do ano passado, com todos os “cacoetes” possíveis de uma leva americana de filminho deprezinho e engraçadinho.
Quando eu percebi isso, mais esse título enorme e mais o filme ser estrelado pela chatinha de voz fina e a nova musa indie Melanie Linskey, quase parei de ver e pulei pro próximo.
Mas algo me fez ficar, para minha sorte.
Melanie é Ruth, um enfermeira deprimida (ó lá) que mora sozinha, toda errada, que tem sua casa assaltada da forma mais besta possível e por isso mesmo, mas também porque ela é uma chata, resolve ir atrás de quem roubou seu computador e o faqueiro de prata que era da sua avó.
Primeiro ela acha que foi um vizinho estranho, vivido pelo outro chato (que já foi o máximo) Elijah Wood, que é um nerd/freak/medo dele.
Ele prova que não é o ladrão e por isso resolve ajudá-la na busca, já que a polícia, obviamente, não faz nada rápido o suficiente para resolver a parada toda.
Com o molde em gesso da pegada que o ladrão deixou no seu quintal e o aplicativo de “procure me aparelho”, ela acha o seu computador e assim começa a caçada ao resto de suas coisas da forma mais besta e ingênua possível.
E apesar dos pesares, de uma forma que se mostra bem possível.
Só que aí, o filme que era o indiezinho besta deprezinho hipster vira quase um thriller.
Ou o quão thriller um indie hipster deprê pode ser.
E para me animar mais ainda, um thriller com pitadas de um terrorzinho dos bons, violento e cruel na medida.
Poderia até dizer que o filme é meio que um Gosto de Sangue dos Coen refeito com os Trapalhões, dirigido pelo Mister Oizo.
O diretor e roteirista, também ator do filme Macon Blair, segura a onda e não descamba para o thriller tarantinesco e continua fiel à sua primeira ideia indie, o que acaba sendo a grande coisa do filme.
NOTA 🎬🎬🎬


Um pensamento sobre “74/365 JÁ NÃO ME SINTO EM CASA NESSE MUNDO”