Lições sobre o cinema americano indie.
- Não é porque você tem um roteiro malucão/engraçadão/besta que você tem que filmá-lo
- Não é porque algum diretor fodão disse que você tem que pegar sua câmera digital e seus amigos e fazer um filme de qualquer maneira que você tem que fazer
- Não é porque você conhece uns atores fodões tipo o Kieran Culkin ou a Megan Mullally ou seu marido Nick Offerman que você tem que fazer um filme
- Não é porque você não conhece um diretor de fotografia razoável, que você tem que chamar um amigo que não sabe fotografar, pra fotografar seu filme
- Não é porque você arrumou uma graninha e na lôca consegue fazer um filminho que deve ir lá fazer.
Dito isto, fujam de Infinity Baby.
O filme tem o que há de pior nessa onda indie americana do vamos lá fazer e que se foda o resto.
Na verdade, é o tipo de filme que me faz repensar essa história de que todo mundo tem que sair filmando sim.
É o mesmo problema que eu tenho com produtores de música hoje em dia, principalmente de hip hop de música eletrônica que lança 1 música por dia, só porque consegue fazer qualquer porcaria e tem um soundcloud.
Não é porque você criou alguma coisa que você tem que mostrar.
Eu acho que a genialidade do artista é em saber o que é bom ou não suficiente pra colocar na vida de as outras pessoas.
Apenas parem. E pensem
NOTA 🎬


4 pensamentos sobre “75/365 INFINITY BABY”