75/365 INFINITY BABY

Lições sobre o cinema americano indie.

  1. Não é porque você tem um roteiro malucão/engraçadão/besta que você tem que filmá-lo
  2. Não é porque algum diretor fodão disse que você tem que pegar sua câmera digital e seus amigos e fazer um filme de qualquer maneira que você tem que fazer
  3. Não é porque você conhece uns atores fodões tipo o Kieran Culkin ou a Megan Mullally ou seu marido Nick Offerman que você tem que fazer um filme
  4. Não é porque você não conhece um diretor de fotografia razoável, que você tem que chamar um amigo que não sabe fotografar, pra fotografar seu filme
  5. Não é porque você arrumou uma graninha e na lôca consegue fazer um filminho que deve ir lá fazer.

Dito isto, fujam de Infinity Baby.

O filme tem o que há de pior nessa onda indie americana do vamos lá fazer e que se foda o resto.

Na verdade, é o tipo de filme que me faz repensar essa história de que todo mundo tem que sair filmando sim.

É o mesmo problema que eu tenho com produtores de música hoje em dia, principalmente de hip hop de música eletrônica que lança 1 música por dia, só porque consegue fazer qualquer porcaria e tem um soundcloud.

Não é porque você criou alguma coisa que você tem que mostrar.

Eu acho que a genialidade do artista é em saber o que é bom ou não suficiente pra colocar na vida de as outras pessoas.

Apenas parem. E pensem

NOTA 🎬

4 pensamentos sobre “75/365 INFINITY BABY

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