80/365 GRACE JONES: BLOODLIGHT AND BAMI

Lição número 1 na escola de cinema na primeira aula de documentário: para se fazer um bom documentário você precisa de um ótimo personagem/tema.

A diretor Sophie Finnes (que por acaso é irmã do Ralph Fiennes) achou o seu em Grace Jones, uma das mais importantes artistas vivas, que influenciou e mudou a cara não só da música, mas da estética dos últimos 50 anos.

A cantora, atriz, modelo, musa, símbolo sexual que quebrou todas as barreiras de tudo desde sempre nos é mostrada agora em sua intimidade.

Mulher, amante, filha, mãe, avó, brava, gentil, forte e delicada, a jamaicana que completa 70 anos de idade em maio, com 1.75m de altura se mostra como uma gigante, mais ainda do que pelo menos eu estava acostumado a ver.

Assistir Grace na casa de sua mãe, indo à igreja onde seu irmão é pastor, delirando ao ouvir sua mãe cantar hinos de louvor, nadando e andando e papeando e vivendo as histórias que ela conta em suas músicas de pé no chão em seu habitat natural, é o contraponto lindo quando a vemos em sua última turnê glamurosa, inda, bem vestida, com chapéus absurdos e maquiagens elaboradas.

Este outro habitat natural de Grace é um presente para os nossos olhos e ouvidos.

Slave To The Rhythm, Nightclubbing, Warm Leatherette, William’s Blood ainda me fazem arrepiar inteiro, ainda mais num filme como esse.

A grande coisa do filme é a liberdade que a diretora teve de entrar no mundo de Grace, não só com sua família, mas também nos bastidores de seus shows ou de suas apresentações na tv ou de um ensaio fotográfico com um dos maiores fotógrafos de todos, um de seus “criadores” e pai de seu filho, Jean-Paul Goude.

Grace no estúdio criando e gravando com Sly e Robbye, Grace na balada, louca de E, Grace comendo peixe na cozinha de sua mãe, Grace pegando sua neta no colo pela primeira vez, que absurdo, que lindeza.

Ladies and gentlemen, Miiiiisssssssss Grace!

NOTA 🎬🎬🎬🎬

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