Todo O Dinheiro do Mundo é o mais recente filme do meu muso Ridley Scott que se viu na maior polêmica antes mesmo de chegar às telas.
Dias antes de sua estreia veio à tona o escândalo de assédio sexual de Kevin Spacey que vivia o milionário Jean Paul Getty no filme.
O que Ridley fez?
Tirou o ator do filme e refilmou tudo com Christopher Plummer no lugar, o que foi uma grande coisa, porque o cara arrasa.
Daí apareceu outro escândalo: para a refilmagem, o idiota do Mark Wahlberg ganhou o triplo do cachê da maravilhosa Michelle Williams, que rouba o filme, diga-se de passagem.
Depois de aceitar a bolada, e só porque a história veio à tona, o (de novo) idiota do Mark resolveu doar seu cachê para o Time’s Up, corroborando minha adjetivação de idiota.
O filme.
É bom, mas nada genial.
A grande coisa, como disse, é a Michelle Williams, que aos poucos vai ganhando um papel importante como uma das maiores atrizes de sua geração.
O que ela faz nesse filme é para poucas, nível Natalie Portman em Jackie.
O filme conta a história que se passa nos anos 1970’s do sequestro de Paul, o neto não do homem mais rico do mundo, mas do homem mais rico de todos os tempos, JP Getty.
A família morava na Itália e quando souberam do sequestro, todo mundo achou que o avô pagaria o resgate de 17 milhões de dólares na hora, porque, né.
Mas como dizem, os milionários só os são porque não gastam dinheiro.
Nem para salvarem o neto preferido.
Ainda mais milhões de dólares, quando no lugar você pode comprar um quadro famosíssimo.
A história é conhecida e é o cúmulo do sequestro e o roteiro é bem bom, redondinho, sem nenhum buraco.
Eu só tenho um senão com o filme, que é o personagem do (idiota, sim) Mark.
Apesar dele ser um funcionário do Getty que foi importante na história toda, quem importa mesmo é a mãe do sequestrado, nora do bilionário.
Uma outra coisa maravilhosa do filme é a direção de arte, principalmente as locações.
A casa do Getty na Inglaterra é um absurdo de maravilhosa, fiquei babando, castelo perde.
NOTA 🎬🎬🎬1/2

