Tava com esse filme em mãos mas meio desanimado.
Depois de assistir Wild Wild Country resolvi dar uma chance a esse drama, que se vende como uma fantasia onde um americano, cético até o último fio de cabelo, vai para os cafundós do Himalaia procurar a namorada, com quem brigou e que sumiu depois que entrou para uma comunidade espiritual.
O ashram do título, claro, tem de tudo: o guru velhinho, sábio, de longa barba branca que tem seguidoras, mulheres jovens e lindas, preferidas.
Tem a mulher espertona, mais velha, braço direito do guru, mandona, autoritária, mas que não consegue o que quer, vivida e desperdiçada pela ótima Melissa Leo e, que fique claro, não por culpa dela.
Tem os seguidores cegos de paixão pelo cara.
Tem os seguidores que duvidam de tudo que não seja a paz e a harmonia.
E tem o americano, que chega lá com pinta de quem achou o que procurava, que dá a entender que quer encontrar a paz de espírito mas que logo começa sua busca pela namorada e deixa todo mundo ligado.
Mas o que ele não esperava é que o guru é sim fodão e de cara diz que ele está lá por outro motivo que não procurar a fofa, que ele tem que se encontrar.
Aos poucos, o americano loiro, hipster, bonitinho, vai tendo visões e experiências estranhas mesmo desconfiando de sua própria sombra.
E quando o filme deveria dar uma guinada de 180 graus, nada acontece.
A pseudo história de amor, porque a gente fica sabendo que não é bem assim, acaba levando a melhor no roteiro e uma grande oportunidade é perdida em detrimento de uma história besta e banal.
The Ashram é tão sanitizado e higienizado e inodoro e incolor e insípido que parece que o filme foi todo feito num estúdio americano tentando dar a cara de um lugar de iluminação no Tibet.
Não. Pera.
NOTA 🎬1/2

