109/365 OS FANTASMAS DE ISMAEL

Imagina a minha excitação com O Fantasma de Ismael: o filme abriu o Festival de Cannes de 2017, dirigido pelo competente Arnaud Desplechin e o elenco é só encabeçado por Mathieu Amalric, Marion Cotillard, Charlotte Gainsbourg e Louis Garrel.

Mas olha, que decepção.

O filme começa bem, com a história de Ismael, um cineasta e seus problemas, aqui chamados de seus fantasmas.

O irmão (Louis) perdido que não gosta dele e vai viver bem longe, trabalhando para o Ministério de Relações Exteriores para fugir de Ismael.

A namorada/esposa (Charlotte) que o suporta apesar dele ser violento, abusivo, mas como ela mesma diz, genial.

Seu mestre, um cineasta judeu que sobreviveu e combateu os nazistas, que não presta muita atenção a ele.

E sua ex esposa (Marion), dada como morta por ter desaparecido 20 anos atrás que volta ao mundo do nada e quer seu lugar ao sol, ou ao seu lado.

Esse monte de possibilidades de histórias se perdem lindamente com um roteiro pretensioso, com frases cabeçudas em diálogos bestas e, principalmente, com um monte de fios soltos que a gente espera que pelo menos se enrosquem em algum momento mas que acabam mais desencapados do que começaram.

Para piorar o filme, e para terminar esse textinho, Desplechin deve ter ouvido de alguém que ele era um gênio do cinema e que poderia fazer o que quisesse como quisesse e, voilá, deu-nos um dos filmes mais sem pé nem cabeça dos últimos anos.

E lá se vão milhões de euros.

NOTA 🎬🎬1/2

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