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112/365 O INSULTO

Finalmente assisti O Insulto, o filme libanês que causou um rebuliço em Veneza ano passado e foi o candidato ao Oscar de filme não inglesa.

O filme mostrou para mim o quanto eu conheço pouco do Oriente Médio.

A gente só fica sabendo das guerras, dos conflitos religiosos, de como as cidades sempre foram lindas e hoje estão sendo destruídas por loucos.

Mas neste filme eu vi o quanto somos diferentes enquanto povo, enquanto.

Tudo começa quando um libanês maltrata um refugiado palestino que está fazendo um serviço de construção em sua casa e o refugiado o xinga.

O que para nós seria motivo para uma briguinha rápida, uma troca de insultos ou no máximo uns socos trocados, por lá o incidente acaba se tornando quase que um problema diplomático.

O refugiado libanês, com seu orgulho, se recusa a pedir desculpas ao libanês por achar que ele foi insultado também.

Já o libanês não para de ofender o refugiado exigindo que ele se desculpe, principalmente porque lá não é seu país, ele está lá por um favor.

Esses dois personagens são a representação dos polos opostos do povo que vive no Líbano e em outros países por lá.

A tensão é constante, vidas são perdidas e nada melhora.

Na verdade, só piora.

E o melhor de tudo: este filme, esta história, transportada para o Brasil de hoje, nessa polaridade política que vivemos, funcionaria.

E se não tivermos cuidado, aquela crise, aquela tensão religiosa vai acabar chegando por aqui.

O roteiro de O Insulto é um daqueles perfeitos, a serem estudados.

Nenhuma frase é supérflua, nada é demais, tudo tem um porquê.

E seu diretor, Ziad Doueiri cria uma pérola a partir disto.

Um dos obrigatórios.

NOTA 🎬🎬🎬🎬🎬

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