Não fui ao cinema assistir A Maldição da Casa Winchester de tão mal que li sobre o filme.
Esperei aparecer online e deveria ter dado ouvido às críticas.
Que desperdício.
A Maldição da Casa Winchester conta a história “real” da viúva do dono da famosa fábrica de armas americana, que morava em uma mansão que ela ia reformando e fazendo ficar cada vez maior, porque acreditava que com ela viviam os fantasmas de pessoas que perderam suas vidas por causa das armas criadas pelo marido.
Como ela tem 51% das ações da empresa, seus sócios duvidam de sua sanidade mental e para a mansão enviam um médico psiquiatra para que ele dê o veredito de insanidade e ela possa ser interditada.
Só que o que eles não sabiam era que o médico, viciado em ópio e láudano e outras coisinhas mais, desde a morte trágica de sua esposa, vai entrar na pira da viúva e lutar contra os fantasmas da casa.
E olha que eles colocaram a fodona Helen Mirren como a viúva que vê coisas.
A Maldição da Casa Winchester tem um único e gigante problema: a falta de foco.
Eu acho que quando o estúdio contratou o roteirista para escrever o filme, caiu na lábia do cara que deve ter dito “vamos tirar o foco da história da casa mal assombrada, do óbvio de contra que a viúva vê fantasmas e vamos focar no médico drogadão”.
Acho que só muito tarde demais o estúdio percebeu o erro do roteiro e tentou salvar o filme na edição.
Mas como eu disse, tarde demais.
O filme nem é um filme de fantasma, nem de casa assombrada, nem de mulher espírita que vê coisas, nem de viagem de drogas, nem de possessão infantil.
Na verdade ele é de tudo isso e acaba sendo de nada disso.
Chato como os fantasminhas que aparecem em umas cenas aleatórias e que não dizem a que vieram.
Apesar de lindo, bem fotografado, com uma direção de arte impecável, A Maldição da Casa Winchester também não disse a que veio.
NOTA 🎬🎬

