119/365 KODACHROME

Kodachrome é um daqueles filmes que eu não daria nada por ele, que eu já vi o roteiro um milhão de vezes e ainda por cima é com o meio sem graça Jason Sudeikis.

Para minha sorte, um dos meus preferidos Ed Harris também está no elenco.

E pra melhorar tudo, tem a ótima Elizabeth Olsen.

No road movie, Harris é um super famoso fotógrafo que está morrendo de câncer no fígado e pede para que sua enfermeira/assistente (Olsen) ligue para seu filho (Jason), com quem não fala há 10 anos, para que ele os leve em uma viagem de carro para revelar seus 4 últimos filmes em kodachrome, do outro lado do país, já que a Kodak vai parar com esse serviço.

O personagem de Sudeikis é um produtor musical que acabou de perder seu maior cliente e está prestes a ser despedido, além de ter se divorciado não há muito tempo.

Por isso, e por não sentir nada pelo pai, além de mágoa, ele demora para ser convencido a ir na viagem, mas nada que um bom favor, de alguém poderosão, não faça.

E assim começa a viagem que a gente sabe como vai terminar.

O fotógrafo de Harris é a personificação do gênio, do cara que não está nem aí para nada, que entende a vida como poucos, que sabe que não faz parte como todo o resto. ele é frio, seco, fala o que quer, como quer, muito por ser esse artista genial mas também um tanto por estar em seus últimos momentos de vida, como ele mesmo diz.

Seu filho é o cara magoado, que não se conforma com o pai que tem, que não entende o sumiço, as traições, a falta total, mas mesmo assim aguenta a situação como pode.

E no caso deste filme, isso não é ruim, porque o roteiro é tão bom, tão redondinho que dá prazer.

E o melhor: o diretor Mark Raso é um absurdo de bom.

Todos os atores, os principais e os secundários, sem exceção, estão muito bem dirigidos e você acredita em todas as palavras e todos os silêncios de cada um deles.

A sequência dos 3 passando o dia na casa do irmão e da cunhada do pintor, irmão que criou o sobrinho como filho, é o ponto alto do filme.

Ed Harris está bem demais, como eu já esperava. Elizabeth Olsen é o máximo, ela faz o que ela quer sempre.

Mas a surpresa foi com o Sudeikis: juro que não esperava que ele fosse o que eu vi no filme.

O que só prova que um bom diretor faz o que quer com um ator bom, inclusive tirar todos os tiques e caricatices que ele tenha.

De novo, o filme já vimos outras vezes, o roteiro a gente sabe exatamente como vai se desenrolar, mas a forma do filme e sua direção são de dar gosto.

Lindo, dramático, divertido e engraçado no ponto certo.

NOTA🎬🎬🎬1/2

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