Site icon Já Viu?

122/365 VINGADORES: GUERRA INFINITA

Sentada atrás de mim no cinema assistindo Vingadores: Guerra Infinita, estava uma menina de uns 8 ou 9 anos de idade com sua mãe.

Logo no início do filme, quando aparece Thanos, o vilão muito com cara de mal do filme, ela se vira para a mãe e pergunta:

“Mãe, esse é o vilão do filme?”

“É sim filha.”

“Nossa, vou fechar os olhos toda vez que ele aparecer.”

E eu deveria ter seguido o conselho da sábia criança.

Vingadores: Guerra Infinita conta a história desse malucão do Thanos, um cara que tem um objetivo na vida: acabar com a existência de metade da população de planetas que estão ao final de suas existências por causa dessa mesma população irresponsável.

Alguém falou da Terra?

E ele tem uma filosofia boa até: ele diz que não importa quem ele vai matar, que ele não faz distinção entre ricos e pobres. O que interessa pra ele é acabar com a população antes que ela acabe com seus respectivos planetas, como aconteceu em seu próprio planeta, antes dele chegar a essa brilhante ideia.

O problema é que Thanos está viajando o Universo atrás de umas jóias e quando ele conseguir ter todas essas jóias, ele vai ser meio que o cara mais poderoso do Universo e vai conseguir acabar com as populações, ou melhor, vai conseguir cumprir sua missão com um estalar de dedos.

Só que os super heróis super fodões Vingadores ficam sabendo disso e juntam a galera toda para lutar contra Thanos.

Mas pensa bem: os Vingadores são milionários super poderosos que juntos querem acabar com um doidão, que se pensarmos bem, é um super cara da ecologia, quase um hippie paz e amor, só querendo o melhor para os planetas.

A metáfora é tão óbvia que até dói.

Bom, as 2 horas e tanto de filme mostram os super heróis de tudo que é lugar se juntando na Terra, na terra do Thor, em um monte de lugar da Galáxia, inclusive em Wakanda onde o Pantera Negra e seu exército estão de prontidão.

Além do Pantera e do Thor e sua turma, tem o Homem de Ferro, o Homem Aranha, Doutor Estranho, Hulk, Capitão América e sua turma, Viúva Negra, Feiticeira Escarlate, Visão e por aí vai.

Vi uma foto dos trailers dos atores principais no estúdio e parecia uma revenda de trailer, pela quantidade.

Veja bem, obviamente o filme não é ruim. É bem feito demais, trilhões de dólares foram gastos, mas o roteiro é uma bobagem, as piadas são fracas (isso porque agora a Marvel tá contratando roteiristas só para piadas nesses filmes) e você sabe o que vai acontecer o tempo inteiro.

Quer dizer, até o final que é bem surpreendente.

E depois ainda tem a cena pós crédito que também é boa, inesperada.

Mas como disse outro dia depois de assistir o Pantera Negra, eu não sou fã desses super heróis e acho tudo muito chato.

Aqui então coloquei na cabeça que o Thanos estaria fazendo um favor aos planetas todos, inclusive aqui, se matasse meia população. Claro que é uma ideia totalitária e comunista e de esquerda, contra todo o dinheiro e a tecnologia e o capitalismo dos super heróis milionários, mas, esse é o meu jeitinho idiota.

Sempre falo que esse é meu último filme de super herói no cinema, mas se tiver um novo do Doutor estranho eu vou fácil, o mago psicodélico é meu preferido.

P.S.1 – preste atenção no final, quando o Hulk faz a louca e deixa o Banner sozinho e em Wakanda criam uma armadura super para ele. Quando abre a cabeça e fica a cabecinha do Mark Ruffalo para fora, é a coisa mais bizarra do cinema do ano.

P.S. 2 – logo nos primeiros 3 minutos do filme, Thanos está para matar Thor e pede para seu irmão Loki lhe entregar uma das jóias que ele quer. Loki entrega para ele um cubo. Imagina só que loki (tum dum tss) se quando Thanos pegasse o cubo, ele abrisse e dele saíssem os cenobitas e levassem o fodão pra uma brincadeirinha dos infernos de verdade! Aí sim a Marvel e a Disney poderia falar em encontro de mundos, mash up de universos ou sei lá como chamaram esse filme no marketing deles.

NOTA 🎬🎬🎬

Exit mobile version