Terminal é o novo filme da Margot Robbie, a atriz que ano passado roubou todas as atenções com seu papel como a patinadora fdp Tonya Harding.
Neste novo ela continua dando um showzinho, principalmente por ser também produtora neste noir quadrinesco engraçadão.
O problema é que Terminal e um pastiche no pior dos sentidos.
O filme conta uma história de vários personagens desconectados, uns bem desconectados como o professor com doença terminal, Simon Pegg.
Margot é uma garçonete com uma vida dupla que tá presente na vida de todos os outros personagens.
Mike Meyers, fazendo um papel “sério” e mandando muito bem, é um faxineiro que sabe um pouco demais de tudo.
E ainda tem uma dupla de matadores de aluguel, meio atrapalhados, esperando seu próximo trabalho.
O problema do filme é que o nó que amarra as histórias todas é um nozinho de nada, fraquinho e sem graça.
Uma coisa legal do filme: seu diretor, Vaughn Stein, já pode ser considerado o primeiro filho do estilosão Nicolas Winding Refn.
Terminal é todo estilosão, com a fotografia mais colorida do ano, nas locações mais bacanas que encontraram, com figurino lindo e a direção de arte para ser referência e, o mais bacana, a câmera mostra o quanto o diretor não é preguiçoso e se esmerou nos planos do filme inteiro.
Mas no final das contas, nada disso é suficiente se o roteiro é uma porcaria.
Personagens super estereotipados, diálogos ruins, rasos, com pretensão a piadista de alta cultura e o pior, a história é besta que dá raiva, quando a gente descobre o desfecho final.
Uma pena mesmo, Terminal era um dos filmes que eu mais queria ver nesta temporada.
NOTA 🎬🎬

