Um dos subgêneros de terror mais punks e geralmente mais violentos, é o filme de estupro e vingança.
E quando é escrito e dirigido por uma mulher bem talentosa, o filme fica melhor ainda.
Vingança é um filme francês que se passa no deserto americano.
Jen é uma mulher linda que passa uns dias de férias com seu namorado também lindo em uma casa absurda no meio do nada.
De repente chegam lá 2 amigos dele, meio trapalhões que ficam babando nela e, numa saidinha do namorado, um deles estupra Jen.
Óbvio que o idiota do namorado, ao invés de apoiar a namorada, fica ao lado dos outros idiotas e eles tentam se livrar de Jen.
Só que ela se mostra mais forte que tudo e volta com sangue nos olhos.
Jen se torna a super heroína do ódio e do peyote.
Ela sofrendo no meio da noite, no meio do deserto, com um talho no meio da barriga, usa um tanto da raiz mágica mexicana para ajudá-la a suportar a dor que está sentindo.
E a raiz ainda dá forças para que ela realize sua vingança.
A diretora Coralie Fargeat cria um clima tão bom nesse jogo de gato e rato que fazia tempo que não via em um filme assim.
Os detalhes do roteiro são impecáveis para contar a história: o peyote escondido, o brinco de estrela que Jen usa e vemos em vários closes, a fotografia bem colorida contrastando com o clima de muito terror e muito gore, o sangue, as tripas, que lindeza.
Além disso a trilha é ótima, meio Tangerine Dream anos 70, com um desenho de som invejável, ajudando muito a contar a história do sofrimento de Jen que vai se tornando, de novo, uma super heroína.
Em Vingança, o monstro da vida real é o que mais dá medo.
Os 3 amigos monstros babacas que detonam com a mulher no início do filme, acabam virando presas da mulher violada em busca de retaliação.
O casal principal vivido por Matilda Lutz e pelo belga Kevin Janssens funciona tão bem na química inicial do filme e principalmente na química do final onde o banho de sangue e o nível de crueldade dominam a tela.
Um dos ótimos de 2018, já digo.
NOTA 🎬🎬🎬🎬1/2

