O legal de Cargo, além do fato de ser um bom filme lançado pela Netflix, é sua visão nova de um tema antigo, os filmes de zumbi.
Cargo, ou carga em português, é o que carrega o pai, vivido lindamente pelo sempre bom Martin Freeman: sua filha nas costas em uma Austrália tomada por zumbis.
Depois de alguma merda que acontece no mundo, um pai, uma mãe e uma filha de poucos meses, vagam de barco pelos rios australianos, tentando encontrar comida para sua sobrevivência.
A coisa tá tão feia que as pessoas que não foram ainda zumbificadas, recebem um kit para usarem caso sejam mordidas por um morto vivo. E neste kit tem um reloginho, ou um cronômetro que marca as 48 horas que essa pessoa até virar um deles.
Primeiro a mãe é atacada, obviamente, por uma cagada dela.
Depois o pai é mordido e, tomado unicamente por seu instinto, nessas 48 horas tenta achar alguém que cuide de sua filha, antes que ele vire um monstro e a devore, por exemplo.
Pensando friamente, Cargo pode ser uma mistura de Um Lugar Silencioso com o coreano Invasão Zumbi, o que não é uma coisa ruim.
O que eu gosto muito do filme, e desse tipo de raciocínio criativo, é ter a vontade de fazer um filme de zumbi em 2018, um gênero saturado, mas ter uma ideia ótima para dar uma revivida nos mortos vivos.
Cargo é isso.
Nasceu como um curta anos atrás, bastante premiado e a dupla de roteiristas/diretores transformou num longa melhor ainda.
Corra pra assistir e depois, assista o curta que está aqui abaixo, mas veja o longa primeiro.
NOTA 🎬🎬🎬🎬

