Antes de mais nada: queria saber quem foi o gênio que teve a brilhante ideia de refilmar Fahrenheit 451, um dos grandes clássicos da ficção científica cinematográfica e achar que poderia fazer melhor?
Ah, a ideia (não sei de quem ainda) surgiu porque essa pessoa (pois é) achou que pudesse “atualizar” o filme falando de algoritmos, fake news, smart phones e bolhas e mais umas coisas que estamos vivendo hoje em dia.
Errou feio, meu caro.
Pior que a produção é rica, o elenco é ótimo, com 2 dos melhores atores americanos nos papéis principais, Michael B. Jordan e Michael Shannon mas o filme tem umas coisas tão erradas que não dá.
Primeiro é a vontade de parecer um Blade Runner.
Esteticamente parece, um Blade Runner pobre e sem graça.
Depois essa história de atualizar a problematização do filme, o que não funciona nem um pouco.
Pra quem não viu o original, o filme conta a história de um mundo onde os livros são proibidos sem conversa. Quem é pego com cópias de livros é preso, condenado ou executado sem dó.
Só 3 livros são liberados para todo mundo, e na filosofia vigente, são os únicos necessários para a vida sendo um deles a Bíblia, claro.
Firemen, ou os bombeiros, são os policiais que queimam os livros e prendem as pessoas.
E a questão é que um deles começa a se questionar sobre o que ele está fazendo é certo ou não.
Tipo a história do judeu que cuida da porta dos fornos no campo de concentração e por isso não teria moral.
Essa nova versão de Fahrenheit 451 mostra que não adianta todo o dinheiro do mundo se o talento agregador, o principal, não existe.
E numa piada idiota, Fahrenheit 451 é a prova de que não podemos julgar um filme pela capa.
NOTA 🎬🎬

