Façam um favor a vocês mesmos e assistam As Boas Maneiras.
O filme brasileiro escrito e dirigido por Marco Dutra e Juliana Rojas é um conto de fadas de terror musical fantástico sobre um menino lobisomem.
O filme é muito bem escrito, muito mas muito bem dirigido e tem o melhor elenco do cinema brasileiro de muito tempo.
O filme começa contando a história de Ana, uma mulher rica, grávida e meio fresca demais, vivida maravilhosamente por Marjorie Estiano com seu sotaquezinho de r caipira lindo.
Ela está fazendo entrevistas para contratar uma babá para seu filho que está para nascer até que encontra e contrata Clara (vivida pela minha nova musa desde Tiradentes, a portuguesa Isabel Zuáa), uma negra linda que precisa muito do emprego porque, por exemplo, deve tanto aluguel atrasado que suas roupas estão na casa da dona do quarto que ela mora.
A relação das 2 começa como um relação de uma mulher rica e sua nova empregada. Parecia que eu estava assistindo novela.
Mas aos poucos, os diretores vão colocando suas manguinhas e ideias de fora e o filme vai ganhando força, corpo, estofo e vira uma coisa de doido.
O problema em falar mais sobre o filme é estragar a graça toda da história.
As Boas Maneiras de Ana se juntam às de Clara até que reviravoltas de roteiro aconteçam e o filme só vai melhorando.
Sexo, suspense, mistério, gore, fantasia, folclore e uma grande surpresa vinda do menino lobo, Miguel Lobo (tóin) que, apesar das 2 ótimas atrizes principais, rouba o filme e (literalmente) arregaça.
Corra para o cinema e delicie-se.
Ah, se até hoje não ficou claro, obviamente meu gosto é um pouco estranhinho, então depois não venha me dizer que achou o filme uma bosta.
NOTA 🎬🎬🎬🎬🎬


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