Eita que cá venho eu falar de mais um filme de terror bom.
Ghostland é dos melhores que vi no ano, com tudo que um fã do gênero procura.
Muito sangue, muita porrada, personagens doidas, história boazinha e muito, muito susto.
Ghostland é escrito e dirigido pelo (ótimo) francês Pascal Laugier, o cara que uns anos atrás fez o ótimo Mártires.
Ghostland começa com uma mãe e suas 2 filhas adolescentes, uma chata e a outra metida a escritora de terror, chegam para morarem em uma casa antiga que foi herdada.
A menina escritora cita o tempo todo Lovecraft, que seus contos são parecidos com o do mestre do terror, que ela o copia e ele até “aparece” pelo filme.
Só que esse é mais uma das brincadeiras do filme, que de Lovecraftiano não tem absolutamente nada.
A casa está meio abandonada e: cheia de bonecas antigas; cheia de teias de aranha; cheia de papel de parede descascado; cheia de insetos mortos. Receita perfeita para um cenário de terror.
Logo na primeira noite, elas são atacadas por 3 pessoas bem doidas, que chegam num food truck de doces detonado, mas que antes elas cruzaram na estrada e tiveram um estranhamento já de cara.
E esse é um dos pontos bons do filme, um monte de detalhezinho óbvio de roteiro mas que acaba ajudando a contar melhor a história.
Bom, as 3 são atacadas ferozmente mas sobrevivem, de uma forma ou de outra.
16 anos depois, a menina mais nova virou uma escritora fodona de livros de terror e, depois de receber um telefonema da irmã, resolve visitá-la e a mãe, que ainda moram na fatídica casa.
Claro que as coisas saem do controle (não que estivessem no controle antes) mas a partir daí, a parada volta a ficar bem sinistra.
E violenta.
E punk mesmo.
Mas não se deixe enganar: Ghostland não é só um filme cruel sobre uns caras que atacam mulheres indefesas em uma casa podre.
A grande coisa do filme é o pulo de tempo que a personagem principal vai dando na terceira parte do filme, indo do presente de volta ao passado, da realidade à uma fantasia bizarra, muitas vezes nos deixando sem entender o que ela está sentindo realmente.
E o quanto o que está acontecendo no “presente” é real para ela.
É lindo.
NOTA 🎬🎬🎬🎬
P.S. – a mãe das meninas é vivida por Mylene Farmer, uma cantora pop mega fodona francesa, nível Madonna nos anos 80 e 90.
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