Faz uns dias já que assisti Hereditário e não conseguia escrever sobre o filme.
Hoje eu fui ver de novo e cheguei à conclusão que a única coisa a ser dita é que Hereditário é o filme mais doente dos últimos anos.
Ari Aster, o roteirista e diretor que estreia com Hereditário, é uma pessoa doente. E fez O filme doente.
Hereditário é um marco no cinema. E não só no cinema de terror.
Tem O Exorcista, O Bebê de Rosemary e agora tem Hereditário.
Fazia tempo que não cobria meus olhos em alguma cena de um filme de terror.
E nesse caso, nem foi em uma cena gore desgraçada, foi numa cena onde uma personagem come uma fatia de bolo.
O bom de Hereditário é que é um filme de desgraça anunciada. E o diretor Aster faz isso muito bem, ele vai deixando um rastro pelo filme para que logo em seguida as coisas aconteçam, o que é de uma filhadaputice sem tamanho, porque o cara mostra que ele faz o que ele quer, como ele quer e problema de quem esteja assistindo.
Ou melhor, prepare-se, você que está assistindo.
Lembre-se, o diabo está nos detalhes.
O filme conta uma história de fantasma e espíritos como nunca antes contada e pra isso Aster criou a família disfuncional perfeita.
O filme começa com o velório e enterro da mãe de Annie, a personagem da Toni Collette, que é casada e tem um filho de uns 17 anos e uma filha de 13.
Você começa ver o filme achando que é um filme de fantasmas e espíritos mas logo descobre que também é um filme de casa mal assombrada.
Mas também é um filme “do oculto”. E também um filme de rituais do mal. Tem até brincadeira do copo.
E tudo elevado a potencias infinitas, porque Aster não poupa nada em momento nenhum do filme.
Ele usa sua câmera como se ela mesma fosse um fantasma, um espírito pairando pela casa.
O ritmo do filme não é o ritmo de filme de terror que estamos acostumados a presenciar, cheio de sustos e cortes e pulos e closes.
Por vezes a lentidão do filme, a complacência, me deixou totalmente sem saber o que esperar do que eu estava vendo, principalmente com a ajuda da música do filme.
A trilha sonora é uma das melhores e mais pertinentes trilhas que ouvi esse ano e é responsável por muito, mas muito do clima filhodaputa do filme.
Hereditário é elegante, sofisticado, com um ritmo próprio, com personagens com profundidade e o melhor, o elenco muito bem dirigido, com destaque para Toni Collette, que deve levar um monte de indicação de melhor atriz na próxima temporada de premiações americanas mas também Gabriel Byrne, como o marido quase besta e seu filho e sua filha, maravilhosos e perturbadores mesmo sem querer.
Agora, falemos a verdade: Ann Dowd está no filme e dá mais um showzinho, como vem fazendo em The Handmaid’s Tale e anteriormente em The Leftovers.
Que atriz! Que mulher!
Vou falar a última vez e paro: Hereditário é O novo clássico do terror, nesta nova fase do cinema de terror, o pós terror (de cu é rola) ou sei lá o quê.
E seu diretor Ari Aster é um doente que eu não vejo a hora de assistir seu próximo petardo.
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NOTA 🎬🎬🎬🎬🎬

