Eu acho que deveria ter uma lei mundial do cinema que todo filme, leia bem, todos os filmes, deveriam ser estrelados pela Juliette Binoche.
Que atriz. Que mulher. Que absurdo.
Mesmo num filme porcaria como esse Deixe a Luz do Sol Entrar ela é brilhante.
É o tipo de atriz que faz diferença, que você acredita em toda e qualquer palavra que ela diz, em todo e qualquer gesto dela.
Juliette é Isabelle, uma artista plástica parisiense, divorciada, com uma filha pequena e que basicamente passa o filme procurando um novo amor.
E chorando a cada fora ou a cada homem errado com quem ela transa.
E fim.
Puta filme chato da porra.
Puta personagem chata da porra.
Mas a Juliette, ah, a Juliette. Ela é tão absurda de boa que até uma porcaria pseudo feminista como essa parece interessante.
O problema do filme é que quer dar a impressão que todo homem é errado e zuado e deixa claro que o problema não é ela ter o dedo errado para homem.
Até entendo isso, mas o maniqueísmo é tão raso e bobo que me deixou meio chocado.
E não, não me venha dizer que é o homem defendendo uma visão machista que eu não caio nessa não.
O filme é sim maniqueísta e ela chorar o tempo todo é triste demais.
Inclusive tem uma cena em que o ex marido de Isabelle diz pra ela que a filha reclama para ele que ela passa as noites chorando por causa de homem.
Feio, né?
E no final do filme a diretora Claire Denis ainda coloca o Depardieu tendo uma DR com uma ex (outra minha preferida Valeria Bruni Tedeschi) e no final ele é o terapeuta alternativo de Isabelle que fala dos homens da vida dele através de suas fotografias com uma leitura de pêndulo.
Mais raso impossível, né?
Vamos parar de glorificar esses filmes ou esse povo idiota só porque eles dizem que o filme ou a música ou qualquer coisa que seja é feminista e empoderadora.
NOTA: 🎬🎬1/2

