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198/365 HANNAH

Charlotte Ramplig é a atriz que a Meryl Streep com certeza gostaria de ser.

Eu sempre dou risada sozinho quando leio sobre o quanto a Meryl é fodona, faz boas escolhas, arrasa nos filmes, porque imediatamente eu penso na carreira da Charlotte.

Hannah é mais um desses filmes que parecem que foram escritos para ela. E que valem muito mais, artisticamente falando, do que todos os últimos da Meryl juntos.

Hannah é um filme austero, para dizer o mínimo, onde não conseguimos tirar os olhos de Charlote o tempo inteiro e não porque não haja mais nada a ser visto.

O diretor e roteirista Andrea Pallaoro criou uma das personagens mais impressionantes do cinema dos últimos anos, uma mulher de 70 e tantos anos de idade se virando para tentar sobreviver por situações que em princípio pareçam ser a vida normal de uma mulher dessa idade, mas que na verdade são respostas a atos alheios à sua vontade.

O filme é uma aula de restrição, de minimalismo e do que hoje em dia passou a se chamar de slow cinema.

Mas não se deixe enganar por rótulos, Hannah é um show de Charlotte Rampling.

A cena em que ela chega ao aniversário do neto, depois de atravessar a cidade com um bolo nas mãos e é recebida pelo filho é de arrepiar.

Veja Hannah e tente não se emocionar ( para o bem e para o mal).

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

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