200/365 FREEHOLD

Juro que eu nunca tinha ouvido falar nesse filme e acabei assistindo pelo poster. Não que seja lindo, muito pelo contrário, mas os elogios me deixaram curioso.

Fuén.

O filme é até interessante. Ou a premissa do filme é interessante. Mas o diretor não entrega o que promete.

Imagine uma ideia do, sei lá, do Lynch, sendo filmada por um diretor de novela da Globo.

Não combina.

Freehold, um indie do indie, também conhecido como Two Pigeons, conta a história de um inglês bem escrotinho que acha mora sozinho em um apartamento mas que na verdade tem um inquilino que ele não sabe que tem.

Um cara bizarro, bem caricato, magrelo, que fala espanhol ou até tenta falar inglês com seus amigos pombos, os 2 do título, que moram no parapeito do apartamento.

Esse inquilino se esconde pelo apartamento enquanto o dono lá está e quando o gato sai, o rato faz a festa: come a comida do cara, usa os produtos de higiene do cara, usa as cuecas do cara e aos poucos vamos vendo que ele não só usa as cuecas, mas ele as suja e as coloca na gaveta como limpas.

Ele usa a escova de dentes do cara para limpar, hmm, sua bunda.

E assim por diante.

O problema vai aumentar quando a noiva do escrotinho vai morar com ele.

Aí que o doidão se diverte muito.

Quer dizer, não se diverte, ele é bem do mal, faz tudo com muito prazer.

E o casal vai pirando tentando entender o que está acontecendo com as coisas da casa.

Tudo isso é legal, ideia boa, interessante, personagens ok, mas é filme de uma única “piada” que vai se repetindo por quase 90 minutos que no fim parecem que foram 20 horas da mesma coisa.

O fim do filme é bem legal, para minha surpresa.

O que junto com o início bom, daria um ótimo curta.

Pena.

NOTA: 🎬🎬1/2

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