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208/365 O DIABO E O PADRE AMORTH

Meses atrás a Netflix começou anunciar este documentário O Diabo e O Padre Amorth como o filme definitivo sobre exorcismos.

Feito por William Friedkin, ninguém menos que o diretor de O Exorcista, o mais que mais me dá cagaço de todos os tempos, pirei.

O filme foi anunciado como uma grande novidade onde Friedkin acompanharia o exorcismo de italiana feito pelo maior exorcista do Vaticano, o Padre Gabrielle Amorth.

Meses depois, mais especificamente segunda feira passada, estreia no canal o documentário e o que eu tenho a dizer é que parece um infomercial da câmera que ele usa para gravar o tal ato religioso aterrorizante.

Que porcaria, minha gente.

Claro que eu não esperava ver Cristina, a italiana de 46 anos de idade possuída pelo demônio, virando a cabeça nem vomitando verde em cima de sua família, que presencia o exorcismo, todos sentados quietinhos no quarto do Padre, já que ele está velhinho e porque, na verdade, o demônio no corpo de Cristina não fica sacaneando ela 24 horas por dia.

Acho que o demônio deve ficar indo pra outros corpos no decorrer do dia e só volta pra ela quando o padre o chama de volta, pedindo para que ele saia: o paradoxo do exorcista, acho que acabei de criar.

Mas antes disso tudo, a história pregressa é boa.

Lá em 1970 e pouco, quando O Exorcista foi lançado na Itália, Padre Amorth, então jovem e já um exorcista do Vaticano, escreveu uma carta ao diretor Friedkin o agradecendo por ter feito o filme e por ter dado uma visibilidade tão boa a seu trabalho, apesar dos exageros do filme.

Desde então o diretor e o padre são amigos e Friedkin sempre pediu pra filmar um ritual, o que o padre sempre recusou.

E deveria ter recusado, porque o tal exorcismo não é nada diferente dos toscos que nós podemos ver na tv record, só que com menos mulher se debatendo no chão e com um padre metido a engraçadão, mesmo com o demônio no corpo de alguém.

O treco é gravado por Friedkin sozinho dentro do quarto, com uma camerazinha digital e mais nada, a pedido do padre. Eu achei que não teria mais ninguém presente, por isso ele não queria a equipe de filmagem, mas o quarto parecia um almoço de domingo de família italiana de tanta gente que lá estava.

Cristina, tadinha, estava passando pela nona sessão de exorcismo e seu companheiro se recusava, de novo, a deixá-la.

Depois Friedkin entrevista médicos, cirurgiões de cérebro, que fizeram mais de 7 mil cirurgias e que dizem que, depois de verem as imagens da italiana, que não conseguiriam curar aquilo com uma operação.

Eu já acho que ela poderia ser curada com um curso bom de atriz, porque não me convenceu nem um tiquinho.

Eu até esperei uns dias para assistir esse filme à luz do sol, porque achei que fosse pirar a noite e, mal sabia eu.

Friedkin, meu amigo, meu mestre, por favor, volte a fazer ficção e exagere como vc sempre fez. Você na frente da câmera, blasé, com sua calça e seu cintinho preto são toscos demais. Apenas pare.

Ah, e só pra deixar claro pros demônios que estiverem lendo isso aqui, em momento nenhum eu estou tirando barato de vocês, bichos das trevas, então, nem venham puxar meu pé à noite.

Obrigado.

NOTA: 🎬

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