Se você estiver, como eu, cansado de filmes 3 e atuações e direções menores ainda, assista Onde Está Kyra? e, se ainda não for, vire fã de carteirinha da Michelle Pfeiffer.
Muitas vezes eu falo de atuações tão boas que a gente até esquece que é a atriz por trás da personagem. Essa é uma delas.
Michelle é Kyra, uma mulher que mora com sua mãe idosa e doente depois de se separar do marido que se casou, claro, com outra bem mais jovem.
Mas o problema de Kyra não é nem esse nem aquele.
Ela está sofrendo porque não consegue emprego e não tem mais dinheiro.
Ela é uma boa secretária mas não sabe das últimas atualizações do Excel e do Word, como deixa claro em uma entrevista.
Em outras, sempre chega atrasada, depois da vaga ter sido preenchida.
Ou pelo menos é o que lhe dizem.
Tudo isso mostrado numa atmosfera lúgubre, de pouca luz, de nenhum glamour, enquanto ela dá banho na mãe e a coloca na máquina de oxigênio.
Um dia Kyra chega em casa e sua mãe está morta.
Ela chora, sofre, chora mais ainda e logo descobre que os cheques que sua mãe recebia de aposentadoria continuam chegando.
O problema é que só sua mãe pode recebê-los no banco.
Kyra resolve assumir o papel da morta e sua vida vai virar de cabeça para baixo por causa de uma decisão que em princípio parece ser indolor.
Ao mesmo tempo ela conhece um homem (Kiefer Sutherland ressurgindo das trevas) por quem logo se afeiçoa.
O diretor Andrew Dosunmu dá um showzinho no filme, criando um universo, um tico exagerado, mas como há muito não víamos, nessa história que parece ser um drama romântico de um casal maduro mas que acaba sendo quase um thriller de um casal sem noção.
Surpresa boa nesse indie que se bobear, passa batido.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

