Ai, as comédias românticas que dão errado…
Na verdade Bodas de Papel não é tão ruim assim.
Seu grande mérito foi ter trazido a ótima Andy MacDowell, em um papel pequeno, como a mãe da protagonista, mas mesmo assim melhor que nada.
O problema é que essa geração hipster é sem graça demais.
Seus problemas são tão rasos e pequenos que não rendem boas histórias que se levam a sério.
O filme começa com um casal bem jovem se casando na doideira, na prefeitura, felizes e “ai que malucos que somos”.
Ela é uma aspirante a escritora, dura, sem trabalho.
Ele é um ator que fez seu último teste há 2 anos e hoje trabalha como passeador de cães.
Conclusão: eles não tem dinheiro nem pra comprar comida e resolvem se casar.
Mas assumem e se jogam.
Ele consegue um emprego de 6 meses para morar na casa maravilhosa de uma atrizinha famosa para cuidar de seus cachorros enquanto ela filma longe.
Ela consegue um emprego em uma produtora para ser roteirista de um reality bem porcaria de uma tv.
E lá imediatamente dá uns pegas no seu chefe casado e já começa a pirar porque está casada mas tem desejos por outros homens, como conta para uma amiga.
E o filme é isso: ela tem emprego melhor que ele, ela tem um caso e ele bate punheta vendo pornô, eles não se entendem direito e as bodas de papel, o primeiro ano de casados, que deveria ser o melhor de todos, acaba sendo um horror.
O filme é bem indiezinho mesmo, feito sem grana, mas bem intencionado, apesar dessa falta toda de profundidade. Se fosse um pouco mais bem humorado, seria mais interessante. Pena.
NOTA 🎬🎬1/2

