NOTA: de antemão eu já peço desculpas se uso algum termo incorreto neste texto sobre pessoas trans e sobre detalhes da história do filme. Por favor, se assim fiz, corrijam-me.
They é um dos filmes mais fofos que eu vi esse ano.
They quer dizer “eles” em inglês, e é o pronome pelo qual o menino trans J prefere ser chamado, não ele, nem ela, eles.
J está entrando na adolescência e começou a tomar os bloqueadores de hormônios para que esta fase de seu crescimento seja colocada em espera até que ele se decida por sua identidade sexual, grosseiramente falando, se ele quer passar pela adolescência como homem ou como mulher.
Enquanto isso, seus pais e principalmente sua irmã bem mais velha, que já não mora com a família, e seu namorado, aprendem a lidar com J.
J vai com a irmã a uma festa na casa de uma tia do namorado iraniano e esse é o problema do filme.
Como J, o filme também fica em um estado de suspensão de identidade: quando achamos que o drama de J é o ponto central e está sendo lindamente dirigido e escrito pela diretora Anahita Ghazvinizadeh, entra essa parte infinda dessa festinha da família gringa com seus problemas e suas idiossincrasias e que vai do nada ao lugar nenhum por metade do filme, deixando a história que vinha bem, totalmente de lado.
They é quase um dos filmes do ano, se não fosse por esse detalhe irritante da diretora querendo colocar a sua história (creio eu) no meio de outra muito mais interessante, atrapalhando mesmo.
Clique aqui para o torrent do filme.
NOTA: 🎬🎬🎬

