227/365 UPGRADE

Upgrade é um puta filme legal.

Começa que é uma ficção científica produzida pelo estúdio que tem feito os terrores mais legais dos últimos tempos.

Mas seria o mais foda de todos se tivesse sido lançado lá por 1990 e pouco.

Upgrade é o filme de biomecânicos, de hackers, implantes, computador se mostrando mais esperto que o homem, tudo o que nos deixou de queixo caído 25 anos atrás.

Hoje em dia, Upgrade acaba sendo uma bela de uma ficção científica muito bem dirigida pelo australiano Leigh Whannell, que escreveu um monte de terror bem bacana.

E essa é outra graça do filme, o pé no terror, no slasher, no gore.

Upgrade tem uma cenas de morte muito bacanas, bem sangrentas e desgraçadas.

O filme conta a história de um casal, ela é uma executiva de uma empresa de alta tecnologia, toda conectada, com carro que dirige sozinho, fala com o computador da casa e tudo mais.

Ele é o oposto, um cara bem low tech, com paixão por carros antigos e que acaba de vender um desses para um fodão de tech tipo um Elon Musk.

Uma cagada do carro da fofa leva o casal pra uma quebrada onde eles são assaltados por uma gangue bem violenta: ela é morta e ele fica tetraplégico.

O tal do Musk oferece colocar um chip ultra moderno no cara com a promessa de que ele voltará a andar e a viver normalmente.

Claro que o cara concorda, sem saber onde está se metendo.

Ele então vira um super homem, com um super computador interno que conversa com ele e que planeja, resolve, prevê tudo. E briga, bate, é fodão em um nível que o cara nunca poderia esperar.

O que ele faz?

Vai atrás dos assassinos de sua mulher e entra numa teia de corrupção e bandidagem inesperada, até o fim bem bom, nada genial, mas que não decepciona mesmo.

O mecânico-super-homem é vivido pelo ótimo Logan Marshall Green, a resposta americana quase tosca ao Tom Hardy, menos bonitão só que melhor ator, o que não é garantia de nada em Hollywood.

E o roteirista Whannell se mostra um puta diretor, principalmente por suas escolhas estéticas nas cenas de luta do filme, que são muitas e que não caem numa mesmice, muito pelo contrário.

Outra coisa muito boa do filme é a direção de arte e a fotografia, colocando Upgrade como um filhote, ou talvez um neto do Blade Runner, pela atmosfera noir, só que com o colorido de hoje em dia.

Pra terminar, o roteiro não pesa a mão na historinha do biomecânico, dos implantes, que são muitos, e de como eles são importantes para a história. Isso eu achei um toque de gênio, inclusive, deixar que quase se passe desapercebido um detalhe que faz toda a diferença do filme, apesar de um pouco datado.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

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