Esse é um daqueles filmes que são detonadas pela “crítica especializada” (adoro esse conceito) e que eu adorei.
Hot Summer Nights é um drama teen drogado, super bem filmado, com um elenco ótimo encabeçado pelo Timothée Chalamet e com a melhor vibe anos 90 possível.
Timothée é um moleque problematicozinho mandado para passar as férias de verão com uma tia que não tá nem aí pra ele.
E ele se joga.
Aos poucos ele passa de o garoto estranho que não é da cidade para o moleque que vai se relacionando com a menina linda e interessante, a virgem que todo mundo acha que é a galinha da escola.
E também com o carinha mais velho que vende maconha velha pra molecada.
Que por acaso é irmão da pseudo galinha com quem não fala desde que foi expulso da escola.
E ele fica sambando entre tentar seduzir os 2 irmãos sem que um não saiba do outro.
Nada bobo, ele quer beijar a lindinha e vender maconha com o bonitão.
O beijo nela é uma operação lenta e cheia de esperanças, já o negócio de vender maconha acaba virando um sucesso, quando eles resolvem arriscar e melhorar o produto, por exemplo.
O filme é uma amostra bem interessante (apesar de rasteira) de quanto um moleque um pouco mais esperto do que os outros à sua volta, pode se dar bem.
Com uma vibe bem boa, Hot Summer Nights parece um primo menos pretensioso de Donnie Darko, não só pelo roteiro sem muito mistério e doideira, mas também por personagens mais próximos a uma realidade possível.
Fora que a trilha, que tá ali acima, é o máximo, cheio de Bowie, Beck e Zombies.
Não, o filme não é nenhum Tarantino, espertão, nem um thriller com bandidos fodões e insolentes, nem nada disso, é só um feel good film of the summer ao contrário que deu certo.
E o diretor Elijah Bynum tem a mão boa pra contar essa história, um draminha que mostra o quanto o verão “certo” pode fazer alguém crescer mais rápido do que gostaria, mesmo que seja na porrada.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

