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239/365 RADIUS

Lembra de Memento, o filmaço do Nolan lá no comecinho da carreira do cara, o filme que tem a história contada ao contrário, através de pistas tatuadas no corpo do cara?

Radius é um primo novo daquele filme, onde a história vai sendo contada de trás pra frente pelo mesmo motivo de Memento: os 2 personagens principais do filme estão sofrendo de amnésia total. E suas memórias vão voltando em flashs, onde eles tentam encaixá-los e montar um quebra cabeças.

Esse casal sem lembranças tem mais um probleminha, além da falta de memória.

Se eles se afastam muito, todos os seres vivos que estiverem dentro desse raio (Radius) de distância morrem na hora.

A polícia aos poucos vai descobrindo as mortes (mas não como elas acontecem) e avisa aos 4 ventos  que eles são um casal de terroristas, que as pessoas devem evitá-los e tudo mais.

Só que ninguém espera, nem os 2 fofos, que o buraco é bem mais embaixo.

E a grande coisa deste puta filme canadense é esse buraco bem mais embaixo.

Eu no início do filme, fui achando que Radius era meia boca, com uma ideia interessante só que mal dirigido, meio truncado, meio duro.

O que eu não sabia era que todos esses probleminhas são na verdade um caminha de migalhas de pão que o roteiro vai deixando ao longo do filme.

Roteiro aliás, que é o grande astro de Radius. Que maravilha.

Sim, Radius tem uns plot twists mas até nisso o filme é legal, eles não são “geniais” ou “ducaralho”, servem bem para a história.

E o melhor, aparecem do nada, meio que tirando o nosso chão.

Radius é uma ficção científica das melhores, quase um terror, com toques lindos de thriller, bem na linha de filmes que eu tanto amo como Ex-Machina ou os filmes da Brit Marling.

NOTA:🎬🎬🎬🎬1/2

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