Eu tô adorando 2018 porque fica todo mundo esperando que O filme LGBTQ do ano seja uma nova versão de Brockeback Mountais ou algo do tipo e os melhores são um filme paraguaio de lésbicas velhas, o As Herdeiras e agora um canadense maravilhoso Venus, sobre uma trans que descobre que tem um filho adolescente de uma ex namoradinha de colégio.
O mais legal de tudo em Venus é que, como se passa no Canadá, os problemas que a trans tem são só os de aceitar que tem um filho adolescente que nunca soube que existia, lidar com a mane aprendendo a chamar-la pelo pronome feminino e tentar entender o namorado que vive no armário.
Nano tem homofobia na rua, nem no trabalho, ela não apanha a noite, ela não é desrespeitada em lugar nenhum.
Se fosse por aqui, o filme seria bem diferente.
Parece que o Canadá é mesmo o sonho de país desenvolvido de cabeça aberta, obrigado Mr Trudeau.
Venus é bonitinho mas é um filme que se tivesse um pouco mais de grana, seria aquele filão do verão de tão alto astral que é.
A trans é ótima e vira um ótimo pai, ou uma ótima mane, a partir de um momento, como vemos no filme.
E o filho adolescente é demais, um moleque super cabeça aberta que sofre com o relacionamento besta “normal” da mãe e encontra o carinho que precisa nos braços do pai/mãe estranhão.
E uma coisa que eu amei no filme é que a trans estranha que o filho seja tão cabeça aberta e real com sua situação.
Como devem ser os jovens bem educados, obviamente.
O file acaba sendo uma lição de boas maneiras e de amor incondicional.
Lindo mesmo.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

