Generation Wealth é um documentário que tinha tudo pra dar certo, tem uma ideia ótima, mas a diretora, que não era diretora, é uma fotógrafa, parece que não teve nenhuma aulinha de cinema antes de fazer o filme.
Lauren Greenfield, uma fotógrafa renomada, resolve rever um dos seus trabalhos antigos de fotos sobre adolescentes ricos em Los Angeles nos anos 1990 e vai atrás dessas mesmas pessoas 20 e tantos anos depois para mostrar como esses ricaços de L.A. se saíram.
O grande problema do filme é a superficialidade com que Greenfield trata seus objetos de estudo.
Os primeiros 20 minutos de filme parecem que se passam em 3 horas, de tanta informação, até que interessante, mas que de tão rápida acaba se tornando superficial.
É como se a diretora mostrasse uma foto de uma riquinha de 17 anos e outra dela aos 40 e dissesse que ela ficou viciada em cirurgia plástica.
Só que não conta o porquê, como, quando, onde, nada.
Em um momento do filme ela começa a contar sua própria história, de como uma menina de classe média acabou se envolvendo com os ricaços de L.A. em sua adolescência, de como seu pai e sua mãe foram “culpados” pelo que ela é hoje e de como ela tenta se comunicar com seus 2 filhos e seu marido e não necessariamente consegue.
Só que também, Greenfield faz isso tudo de maneira tão superficial e rápida e sem graça que nem as cenas que seu filho mais novo fala mal dela são relevantes.
O resumo da ópera é que um filme que se propõe um estudo sobre a geração consumista americana acaba sendo tão raso em seu aprofundamento quanto o próprio interesse gerado por essa geração.
NOTA: 🎬🎬1/2


Um pensamento sobre “295/365 GENERATION WEALTH”