302/365 JULIETA, NUA E CRUA

Ethan Hawke tá numa fase bem boa de filmes, né?

Se bobear ele leva Oscar de melhor ator ano que vem de lavada.

E um filme que tenha roteiro baseado no ótimo Nick Hornby também não tem muito erro.

Bom, Julieta, Nua e Crua tem tudo isso, é mais uma história de amor em meio à música, temas constantes do escritor inglês que os mistura como ninguém.

Neste filme, a Julieta do título é um disco clássico de um cantor americano Tucker Crowe, (o Hawke, no caso, mais uma vez mandando muito bem) que some da vida pública depois de lançar o petardo e assim cria um culto bizarro em cima de sua história.

Um inglês doidão (Chris O’Dowd), segundo o próprio, é o maior conhecedor de Tucker Crowe e de todas as teorias sobre sua vida, tendo o maior site e grupo de discussão na internet sobre o cara.

Ele mora com sua namorada Annie, a sempre ótima Rose Byrne, que depois de tanto tempo ficando em segundo plano está bem cansada do namorado.

Um dia ele recebe pelo correio um cd do que seria a demo do disco clássico, Juliet, Naked.

Ele resolve escrever sua resenha e publicar no site, mas Annie também resolve publicar a sua e é totalmente detonada pelos nerds fãs

Dias depois ela recebe um email de alguém que seria o próprio Tucker Crowe dizendo que finalmente alguém entendeu o disco. A partir de então, Annie começa a se corresponder com Tucker e descobrimos que ele é um cara bem zuado, cheio de filhos espalhados pelo mundo que não se conhecem e por quem ele não está nem aí.

O gênio mora na garagem da casa da última namorada, no interior dos EUA, porque ele ajuda ela criar seu filho mais novo. E só.

Como em toda história romanticazinha, o acaso os coloca juntos no que obviamente não vai ser nada simples, depois de muitos emails trocados e de uma intimidade entre os 2 ficar bem óbvia.

O filme por um lado é super bonitinho, uma versão já nem tão modernosa de Nunca Te Vi Sempre te Amei ou de Mensagem Para Você, só que com um personagem principal meio escrotão demais pro meu gosto.

Você pode ser o gênio da música que for mas se for um pai negligente e um escroto com as namoradas não dá, né?

Apesar desses pesares, eu gosto do filme, é bem escrito e bem dirigido.

Mas eu acho que o final poderia ser mais 2018 e menos 1998.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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