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303/365 HEARTS BEAT LOUD

Filminho bonitinho esse Hearts Beat Loud, viu.

Ele fala de gentrificação, de relação pai e filha, de crescer, de aceitar, de ouvir, tem lésbicas, tem hipsters, tem loja de vinil, tem bandinha indie, tem cafeteria.

Hearts Beat Loud é o cúmulo do modernoso em 2018, só que é rasinho como todo esse hypezinho hipster se mostra ser.

Na verdade não é raso, é fofo e só.

É o tipo de filme que fala um monte mas não se aprofunda em nada e vai deixando todos os assuntos pra trás, claro que com o mérito de um ótimo roteiro, bem resolvido.

Hearts Beat Loud é o nome de uma canção que um pai modernão (que já foi um músico décadas atrás com disco gravado e tudo, vivido pelo barbudo ótimo Nick Offerman) e sua filha escrevem, gravam e que de repente, cai num playlist de coisas boas novas do Spotify.

Ah, esqueci de falar que tem Spotify tb, claro.

Bom, ele hoje tem a tal loja de vinil que não entendo como não se dá bem já que é no Brooklin em NY cheio de hipsters por perto.

A filha acabou o colégio e está estudando para entrar na faculdade de medicina, só que seu pai acha que ela tem um super talento para a música e quase silenciosamente e sutilmente tenta demovê-la da ideia de ser médica.

Aos poucos eles tentam resolver o problema da loja de vinil, da escola nova, da dona da loja que quer deixá-la mais moderna com um barista, do amigo maconheiro velho e por aí vai.

Hearts Beat Loud poderia ser um filme do Nick Hornby, como foi o de ontem Juliet Nua e Crua, só que este tem uma vantagem: as músicas que a banda de pai e filha fazem são ótimas, principalmente porque são cantadas pela também ótima Kiersey Clemons.

Diversão de primeira.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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