Lembra do começo do filme Tubarão, do Spielberg, quando o personagem do Roy Scheider, fala que tem que fechar a praia que ele toma conta por medo de um ataque de tubarão, ninguém o ouve e todos sabemos o que acontece.
Esse Halloween novo tem a mesma possibilidade que também não é seguida: o guarda, que perseguiu Michael Myers 40 anos atrás, diz para seus superiores que o assassino está a solta e que eles devem cancelar a festa de Halloween, ninguém o ouve e acontece o que todo mundo espera que aconteça.
O primeiro Halloween, lançado exatos 40 anos atrás, deu início a uma das maiores franquias do cinema americano e demorou esses mesmos 40 anos para fazerem uma sequência à altura do primeiro.
Mas não, esse filme não é ótimo.
É ok, bem feito, com uma grande parte do filme bem boa, a parte das mortes, quando o doidão Michael Myers está à solta na noite das bruxas matando a torto e a direito. Lindo, bem filmado, sem sustos, mas com sequências cruéis na medida.
Então o filme cumpriu a sua meta com o monstro muito bem, matando muito bem e sobrevivendo como pode e não pode.
Mas não é só isso.
O começo do filme é ruim e o final, pelamordosdeusesdoslash, que triste. Quer dizer, a ideia inicial, que justificaria as matanças é uma porcaria e o final, a forma como resolvem o filme é outra.
E o problema é do roteiro, que, primeiro, é muito mas muito cheio de furos, dá até nervoso e segundo, é tão remendado e chupado de ideias ruins de outros filmes de terror que não sei como o filme não vai ser super processado por plágio.
Até a música tema do filme, a original composta por John Carpenter, o diretor do original, uma das músicas mais icônicas do cinema, é sub utilizada, um absurdo.
O poster que eu coloquei aqui não é o original do filme, mas sim um especial criado por Bill Sienkiewicz, que ilustra exatamente o que eu mis gosto no filme, as cenas onde vemos Michal Myers de baixo, onde ele parece ser um monstro gigante.
Agora, vamos falar da Jamie Lee Curtis.
Eu gosto muito dela, acho que Um Peixe Chamado Wanda é uma das melhores comédias dos anos 1980 muito por causa dela.
Semanas antes do filme estrear, ela foi ao programa do Graham Norton e se comportou como se fosse uma atriz bem doidinha de 20 anos de idade que estivesse fazendo seu primeiro filmão e por isso estivesse bêbada e cheirada só porque ela pode.
Achei bem estranha mesmo.
Até que a vi no filme: que porcaria.
Muito do ruim do filme é por causa da personagem dela, uma mulher desequilibrada, noiada, histérica, com o pior cabelo do cinema nos últimos tempos e com a pior criação de personagem de muito tempo.
Nada, mas nada mesmo justifica o comportamento dela, armada até os dentes, fortificada, louca, histérica mesmo, com uma personagem que vai contra tudo que as mulheres tem feito ultimamente no empoderamento no cinema.
Como ela não percebeu isso? Inacreditável pensar que ela tenha lido o roteiro escrito por um bando de barbado meia boca e ela se convenceu de que essa mulher seria bacana.
Aliás, esse bando é o diretor David Gordon Green e o produtor/roteirista Danny McBride, maconheiros de plantão, que fizeram Pineaplle Express, Your Highness e a porcaria Stronger, com o Jake Gyllenhaal.
Cadê a equipe da fofa lendo o roteiro e dando dica pra ela?
Sua mãe, Janet, se revirou na cortina do Psicose do céu do cinema.
NOTA: 🎬🎬🎬1/2

