Sabe quando um filme tem um único propósito e erra na mosca?
A Esposa é deste tipo.
O filme parece que existe como veículo para a grande (e injustiçada Glenn Close) finalmente levar o Oscar de melhor atriz para casa, depois de 6 indicações.
O problema é que A Esposa é um filme bem meia boca, com uma historinha tão óbvia e uma direção tão sem graça que na minha opinião não tem dinheiro de marketing que seja capaz de conseguir uma indicação pra fofa.
A bem da verdade é que se alguém merece alguma indicação de prêmio por esse filme é Annie Maude Starke, que faz a personagem de Glenn bem jovem.
Se essa indicação vier vai ser um mind fuck dos bons porque Annie é ninguém mais ninguém menos que a filha da Glenn.
Voltando ao filme, Glenn é a mulher de um super escritor de sucesso que começa o filme recebendo a notícia que ele é o vencedor do prêmio Nobel de literatura.
Uma pausa só pra dizer que o autor e marido dela é vivido pelo cada vez mais fodão Jonathan Pryce, que na boa, rouba as cenas em que está com a Glenn.
Bom, o filme.
Ele é um fodão, ela sua esposa devotada, eles tem 2 filhos, um deles um escritor em início de carreira para quem o pai não dá a mínima.
Os 3 vão para Estocolmo para a festa de entrega do Nobel e já no avião eles encontram um jornalista bem escrotinho que quer ser o biógrafo do escritor ( e o será) mesmo que numa bio não autorizada.
O tal jornalista é vivido por quem, vamos ver se você adivinha?
Christian Slater, que parece que saiu do Entrevista com o Vampiro, com sua mesma corcundinha e os mesmos maneirismos de entrevistador de gente fodona direto pra esse filme, 20 anos depois.
O filme, de novo (é tão besta mesmo que é melhor falar de ator e personagem só).
Lá em Estocolmo, e com um ping pong chato de flashbacks, a gente vai descobrindo que uma “verdade secreta” está prestes a ser revelada pelo jornalista, que acaba sendo o estopim para que a esposa devotada saia de sua passividade que dura mais de 30 anos e assuma o papel que lhe é devido.
Juro que se esse último parágrafo pareceu interessante, o filme não chega aos pés do que eu escrevi. ehhehehee
Tô brincando.
É que A Esposa fica perdido entre ser o filme da Glenn com uma personagem muito sem graça e ser um thriller familiar com uma reviravolta óbvia e também sem graça, no final das contas.
Mas não, o filme não é de todo ruim.
Apesar de que, como diz o outro, o inferno está cheio de boas intenções.
NOTA: 🎬🎬1/2

