Nasce Uma Estrela é o filme mais cafona do ano.
E não acredite se ler por aí que o filme tem defeitos mas uma grande qualidade, ele é bem dirigido, bem escrito e com 2 ótimos atores.
Nasce Uma Estrela tem sim muitos defeitos, dentre eles um casal sem a menor química em uma história de amor, um diretor de primeira que não faz nem a obrigação e o pior roteiro do ano, com diálogos ruins, mal escritos que colocam a personagem da Gaga repetindo as frases da personagem do Cooper antes de começar a falar.
Sabe quando alguém quer passar por espertão e repete a última frase que ouviu do outro acho que pra dar tempo de pensar no que responder?
Essa é a Gaga.
Pra quem não viu uma das 3 versões anteriores do filme, Cooper é uma super estrela da música em seu ocaso, viciado em bebida, em drogas e com o público largando mão de seus shows.
Até que numa noite atrás de “pinga” ele aaba num bar gay e ouve uma cantora arrasando em francês: é a Gaga, uma garçonete que, como ela mesma diz momentos depois no filme, é super talentosa mas nano vai fazer sucesso porque é nariguda, segundo todos caras de gravadoras com quem ela fez reuniões até hoje.
Ele se encanta com a nariguda (que não é a Barbra Streisand mas bem que poderia ser, cantando lindamente e mais nariguda que Gaga.
Bom, o astro se encanta e começa levar sua namorada aos seus shows e pedir pra ela fazer uma canjas de canções novas, ao que eles juntos no palco acabam virando sensação no youtube e o talento (sic) dela reconhecido finalmente.
Ela canta, grava, é produzida como se deve, ensaia, enquanto ele faz os seus shows e bebe e toma suas bolas e vomita, cai, enche o saco, atrapalha, o casamento perfeito.
Ah é, e eles se casam logo depois de uma bebedeira infinita dele na casa de um melhor amigo que a gente nem sabia que existia.
Aliás, o filme é cheio de personagens que a gente sabe que existem mas somem e vários outros que surgem do nada com papeis importantes na história, como disse, uma beleza de roteiro.
Eu queria entender como um cara tão mediano como o Bradley Cooper, que é lindo pra caralho e nesse filme faz questão de continuar absolutamente lindo e com um puta corpão pra quem é alcoólatra terminal e viciado no que parecem ser essas drogas americanas que substituem a heroína, que você esquece que ele é tão detonado assim.
Já Gaga, tadinha, escolheram o pior pra ela: o pior e mais cafona figurino possível, o pior cabelo, a pior maquiagem. E olha que estamos falando de Lady Gaga, a mulher do vestido de carne.
Depois de toda essa merda, as músicas do filme.
Sim, um dos grandes pontos de marketing de Nasce Uma Estrela é que todas as músicas foram escritas e cantadas ao vivo por Bradley Cooper e pela Lady Gaga, como se isso fosse ser a grande coisa da história.
As canções são péssimas. Péssimas. A maioria das canções de Cooper tem letras repetidas, frases inteiras repetidas, versos repetidos. E não é FA FA FA FAFAFA FA FA. É música country, chata pra caralho.
Já as da Gaga, que vira uma artista pop de cabelo laranja e coreografia no palco, tadinha, são tão ruins quanto e para minha surpresa maior, parecem músicas da carreira da própria Lady Gaga, aquelas que começam num tom bem baixo e que de repente ela começa a gritar, sabe, todas as músicas dela?
Assim eu não consegui entender: era pra ser uma metáfora da vida da Gaga ou era pra ser algo completamente diferente só tendo a popstar estrelando o filme por acaso, pra chamar audiência, porque ela sabe cantar?
Até porque nos EUA não tem atriz boa que cante bem, né, tadinhos?
O foda é que dá pra ver o quanto a Gaga é esforçada no papel e o quanto ela pode ser boa um dia, mas ainda está longe disso. Longe. Bastante.
Já Cooper faz o famoso preguiçoso, lindo, gostoso doidão.
Mas tão preguiçoso que não derrama uma única lágrima o filme inteiro e olha que ele chora pencas depois das suas cagadas pedindo desculpas pra um monte de gente.
Pra quem assistiu qualquer uma das outras versões sabe como o filme acabaria e vai preparado pra isso.
Só que desta vez, Cooper e seu “time” de roteiristas decidiu elevar o drama e a cafonalha e a apelação aos últimos níveis possíveis até atingir o ponto máximo do ridículo na cena final do filme com a Lady Gaga olhando para a câmera.
Eu gostaria de entender o quanto os executivos da Fox, os amigos do Cooper e toda a turma do puxa saco ganhou pra não avisar que o filme era ruim.
Sim, Nasce Uma Estrela é o clássico melodrama de Hollywood mas geralmente tem coisas muito boas nos filmes.
Desta vez pegaram a ideia de melodrama e elevaram a níveis máximos de novela mexicana com o ator principal lindão, a atriz principal famosa por outra coisa que não atuar e a história, ah que se dane a história, vamos tentar fazer o povo chorar e pra isso sejamos cafonas ao máximo.
Acho que finalmente Nasce Uma Estrela fez sentido, por causa desse filme: uma estrela nasce de uma explosão muita absurda, né? A bomba aqui é estratosférica.
Só espero que o próximo projeto do Bradley Cooper diretor demore um pouco a sair do papel, até pelo menos ele estudar muito cinema.
NOTA: 1/2🎬

