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310/365 NASCE UMA ESTRELA

Nasce Uma Estrela é o filme mais cafona do ano.

E não acredite se ler por aí que o filme tem defeitos mas uma grande qualidade, ele é bem dirigido, bem escrito e com 2 ótimos atores.

Nasce Uma Estrela tem sim muitos defeitos, dentre eles um casal sem a menor química em uma história de amor, um diretor de primeira que não faz nem a obrigação e o pior roteiro do ano, com diálogos ruins, mal escritos que colocam a personagem da Gaga repetindo as frases da personagem do Cooper antes de começar a falar.

Sabe quando alguém quer passar por espertão e repete a última frase que ouviu do outro acho que pra dar tempo de pensar no que responder?

Essa é a Gaga.

Pra quem não viu uma das 3 versões anteriores do filme, Cooper é uma super estrela da música em seu ocaso, viciado em bebida, em drogas e com o público largando mão de seus shows.

Até que numa noite atrás de “pinga” ele aaba num bar gay e ouve uma cantora arrasando em francês: é a Gaga, uma garçonete que, como ela mesma diz momentos depois no filme, é super talentosa mas nano vai fazer sucesso porque é nariguda, segundo todos caras de gravadoras com quem ela fez reuniões até hoje.

Ele se encanta com a nariguda (que não é a Barbra Streisand mas bem que poderia ser, cantando lindamente e mais nariguda que Gaga.

Bom, o astro se encanta e começa levar sua namorada aos seus shows e pedir pra ela fazer uma canjas de canções novas, ao que eles juntos no palco acabam virando sensação no youtube e o talento (sic) dela reconhecido finalmente.

Ela canta, grava, é produzida como se deve, ensaia, enquanto ele faz os seus shows e bebe e toma suas bolas e vomita, cai, enche o saco, atrapalha, o casamento perfeito.

Ah é, e eles se casam logo depois de uma bebedeira infinita dele na casa de um melhor amigo que a gente nem sabia que existia.

Aliás, o filme é cheio de personagens que a gente sabe que existem mas somem e vários outros que surgem do nada com papeis importantes na história, como disse, uma beleza de roteiro.

Eu queria entender como um cara tão mediano como o Bradley Cooper, que é lindo pra caralho e nesse filme faz questão de continuar absolutamente lindo e com um puta corpão pra quem é alcoólatra terminal e viciado no que parecem ser essas drogas americanas que substituem a heroína, que você esquece que ele é tão detonado assim.

Já Gaga, tadinha, escolheram o pior pra ela: o pior e mais cafona figurino possível, o pior cabelo, a pior maquiagem. E olha que estamos falando de Lady Gaga, a mulher do vestido de carne.

Depois de toda essa merda, as músicas do filme.

Sim, um dos grandes pontos de marketing de Nasce Uma Estrela é que todas as músicas foram escritas e cantadas ao vivo por Bradley Cooper e pela Lady Gaga, como se isso fosse ser a grande coisa da história.

As canções são péssimas. Péssimas. A maioria das canções de Cooper tem letras repetidas, frases inteiras repetidas, versos repetidos. E não é FA FA FA FAFAFA FA FA. É música country, chata pra caralho.

Já as da Gaga, que vira uma artista pop de cabelo laranja e coreografia no palco, tadinha, são tão ruins quanto e para minha surpresa maior, parecem músicas da carreira da própria Lady Gaga, aquelas que começam num tom bem baixo e que de repente ela começa a gritar, sabe, todas as músicas dela?

Assim eu não consegui entender: era pra ser uma metáfora da vida da Gaga ou era pra ser algo completamente diferente só tendo a popstar estrelando o filme por acaso, pra chamar audiência, porque ela sabe cantar?

Até porque nos EUA não tem atriz boa que cante bem, né, tadinhos?

O foda é que dá pra ver o quanto a Gaga é esforçada no papel e o quanto ela pode ser boa um dia, mas ainda está longe disso. Longe. Bastante.

Já Cooper faz o famoso preguiçoso, lindo, gostoso doidão.

Mas tão preguiçoso que não derrama uma única lágrima o filme inteiro e olha que ele chora pencas depois das suas cagadas pedindo desculpas pra um monte de gente.

Pra quem assistiu qualquer uma das outras versões sabe como o filme acabaria e vai preparado pra isso.

Só que desta vez, Cooper e seu “time” de roteiristas decidiu elevar o drama e a cafonalha e a apelação aos últimos níveis possíveis até atingir o ponto máximo do ridículo na cena final do filme com a Lady Gaga olhando para a câmera.

Eu gostaria de entender o quanto os executivos da Fox, os amigos do Cooper e toda a turma do puxa saco ganhou pra não avisar que o filme era ruim.

Sim, Nasce Uma Estrela é o clássico melodrama de Hollywood mas geralmente tem coisas muito boas nos filmes.

Desta vez pegaram a ideia de melodrama e elevaram a níveis máximos de novela mexicana com o ator principal lindão, a atriz principal famosa por outra coisa que não atuar e a história, ah que se dane a história, vamos tentar fazer o povo chorar e pra isso sejamos cafonas ao máximo.

Acho que finalmente Nasce Uma Estrela fez sentido, por causa desse filme: uma estrela nasce de uma explosão muita absurda, né? A bomba aqui é estratosférica.

Só espero que o próximo projeto do Bradley Cooper diretor demore um pouco a sair do papel, até pelo menos ele estudar muito cinema.

NOTA: 1/2🎬

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